Início > Críticas, Musicais - Brasil > Um Carioca em SP #2 – Episódio 3 – Pt II: Ser feliz é…

Um Carioca em SP #2 – Episódio 3 – Pt II: Ser feliz é…

Ao entrar no teatro você já se depara com esse cenário:

Quando é chegada a hora a orquestra começa a tocar os primeiros acordes da música de abertura. Sobe a cortina revelando os personagens que caminham em linha reta parando exatamente em suas respectivas molduras. Todos estão usando seus figurinos numa versão preto e branco, fazendo uma analogia aos quadrinhos antigos. Após todos falarem suas impressões sobre Charlie Brown, o mesmo tem que sair correndo pois está atrasado para escola. É hora do mundo de Charles M. Schulz ganhar cor e vida.

O espetáculo é basicamente uma sucessão de tirinhas dos Peanuts que envolvem um dia na vida de Charlie Brown, Snoopy e companhia. Com texto de John Gordon (pseudônimo para Clark Gesner, elenco original e produção que trabalhou em conjunto – e nessa remontagem com diálogos adicionais de Michael Mayer) e letra e música de Clark Gesner (com adicionais e novos arranjos de Andrew Lippa), Meu Amigo Charlie Brown é a perfeição em forma de peça.

No último revival na Broadway, em 1999, o elenco era formado por o que viriam a ser grandes nomes como Kristin Chenoweth, B.D Wong, Roger Bart, etc, e Anthony Rapp que já saia do seu estrondoso sucesso em RENT. O elenco brasileiro consegue chegar no mesmo nível altíssimo de excelência e com exceção de Fred Silveira e Paula Capovilla, que já são mais que renomados no meio, não conhecia o trabalho de nenhum dos outros integrantes. Foi uma agradável surpresa e agora posso dizer: se depender do talento que eles possuem, sem dúvidas terão um futuro semelhante ao elenco do revival.

Leandro Luna é o Charlie Brown. O personagem-título é um ícone em que muitos se identificam e se feito de forma errada sem dúvidas comprometeria o espetáculo. Porém, Luna retrata fielmente suas características: o ar melancólico, a forma de andar meio curvado, a delicadeza nas ações, a timidez, a feição meio triste, etc. Sem contar que seu rosto é meio arredondado então é realmente como se o personagem tivesse saido dos quadrinhos e ganhado vida.

Mariana Elisabetsky é Sally, a irmã pentelha do Charlie, irônica, sarcástica, teimosa, sempre debatendo com argumentos mais do que convincentes, e ainda assim, adorável. Conseguir interpretar tão bem um papel que Kristin Chenoweth interpretou a ponto de ganhar um Tony realmente é pra poucos e Elisabetsky faz com maestria. “My New Philosophy” é uma das minhas cenas favoritas e não poderia ter ficado melhor. A voz, as expressões faciais e corporais, tudo devidamente impecável e digno de destaque.

Na sessão que assisti foi Beto Sargentelli como Lino (no original, Linus), irmão de Lucy e paixão de Sally. Observador, pensador, sempre filosofando sobre algo e não larga de forma alguma seu paninho azul. Beto é swinger de todos os personagens masculinos e essa foi a primeira vez em que ele entrou. Sempre que anunciam que terá um sub/swinger na sua primeira vez a reação é quase sempre ficar meio chateado por não assistir com o elenco original, é normal isso, mas com 5 minutos de peça eu já estava era feliz pela oportunidade de assistir com ele.

Nem parecia a primeira vez já que tinha uma sintonia incrível com o elenco. “My Blanket and Me” que já é uma cena fofíssima ficou ainda mais. Uma voz maravilhosa, atuação impecável e dançando lindamente com seu paninho azul. É realmente admirável já que ele precisa saber tudo de 4 personagens super bem estruturados e se não tivessem anunciado, sem dúvidas pouquíssimas pessoas dali saberiam já que ele mandou muito bem!

Como tinha amado a peça e queria sem dúvidas assistir novamente antes de voltar ao Rio, aproveitei e fui no domingo e assim pude conferir com o Thiago Machado, intérprete titular. Thiago também arrebenta e faz um Lino adorável. Todos os personagens possuem características marcantes e por conta disso não se pode querer diferenciar muita coisa, mas ainda assim todo bom ator dá sua interpretação (mesmo que em mínimos detalhes e pequenas nuances) e Beto e Thiago estão nessa lista. No fim das contas dei sorte pois assisti com os dois e reforço que o Beto é realmente F…. ouquet pra C…. harles! (não queria escrever palavrão numa crítica do Charlie Brown, mas aposto que vocês saberão fazer a devida alteração).

Paula Capovilla é Lucy, a apaixonada pelo Schroeder, cínica, gritona, mal humorada, malvada, impaciente e minha personagem favorita depois do Charlie Brown. Ela já foi Madame Giry, Sra. Potts e agora está fantasticamente, maravilhosamente, divinamente, zilhõesdeadjetivosbonsmente como Lucy. Papéis completamente diferentes, com uma única coisa em comum: a divina atuação da própria. Acho incrível como ela consegue dar os gritos da Lucy (que são super hilários) e não perder a voz. Qualquer pessoa normal perderia em uma semana, mas não ela, a versatilidade em pessoa, a grande diva Paula Capovilla!

Felipe Caczan é Schroeder, pianista precocemente talentoso, apaixonado por música clássica em especial por Beethoven. Acho o personagem uma graça e consegui achar ainda mais com Felipe. Queria que o personagem tivesse mais músicas de destaque, porém “Beethoven Day” já foi o suficiente pra conferir o quanto “ele é rei”.

Fred Silveira é  Snoopy, o cachorro mais pop de todos os tempos, dono de grande personalidade e que tem as maiores viagens (sem sair do lugar) em cima de sua casinha. Fred já participou de diversos trabalhos e até hoje não vi um que tivesse sido ruim. Rouba a cena total com seu Snoopy e mostra mais uma vez que é um dos atores mais versáteis que temos. Eu amo a trilha do musical por completo, mas confesso que minhas menos preferidas eram as cantadas pelo Snoopy: “Snoopy” e “Suppertime”. Eram, pois com o Fred cantando não tem nem como não amar por igual.

Quis destacar cada um individualmente porque merecem, mas em resumo é um elenco homogêneo, brilhante, com interpretação e vozes maravilhosas numa peça em que todos têm seu momento de brilhar e mostrar o grande talento e potencial. São tão fantásticos que você esquece que são adultos interpretando crianças e você realmente acredita fielmente em tudo.

A versão do texto e das músicas ficaram por conta de Mariana Elisabetsky. Ela se mostra não só uma fantástica atriz como também uma versionista exemplar! As piadas estão impecáveis e a adaptação do texto super fiel ao original. Ele teve que ser reduzido já que a peça aqui foi vendida como infantil. Não assisti ainda o vídeo do revival (nem sei se um dia irei, a qualidade do vídeo é pavorosa até pra mim!) mas li o libretto original e dá pra ver que nem foram tantos cortes assim.

Um dos grandes destaques da montagem são as versões das músicas que ficaram divinas! Só cortaram “The Book Report” já que o personagem Peter Rabbit não é tão conhecido aqui no Brasil e também pela duração do espetáculo. Uma pena pois a música é ótima, sem dúvidas ficaria com uma versão fantástica e seria a coisa mais linda do mundo poder ouvir 4 deles cantando ao mesmo tempo partes diferentes. De qualquer forma, todas as outras estão impecáveis! Um pequeno exemplo: “And that’s my new Philosophy!” ficou “Porque agora eu penso assim!”.

Usando essas novas ideologias de Sally podemos dizer que existem muitos pseudo-versionistas que fazem “versões” de qualquer jeito no mais estilo “Ah é? Tô nem ai!” ficando impossível de não se gritar “Não, eu não aguento!”. Elisabetsky faz um trabalho admirável e realmente espero que ela ainda versione muitos e muitos espetáculos. Deveria também fazer um Workshop porque acho que só assim pra esse povo aprender o que é métrica, rima, sílaba tônica, etc. Se Kristin Chenoweth ganhou o Tony por esse papel, nada mais justo  lhe dar seu merecido 4º Prêmio Fouquet do ano não só pela interpretação como pelas magníficas versões!

Conta com a Direção e Coreografia de Alonso Barros. Uma direção super inteligente e até forma que os personagens andam é coreografada, as dancinhas fantásticas, o palco é imenso e ainda assim consegue preencher cada espacinho, impossível não destacar “T-E-A-M” em que simulam perfeitamente um jogo de baseball. O melhor de tudo: sabe quando usar telão e projeções (diferente do uso gratuito que andamos vendo por aí) e ela é destaque em três momentos, mas o maior deles é a cena do cineminha em que todos assistem um filme com Snoopy contra o Barão Vermelho. Destaco também Léo Abel (Assistente de Direção e Preparação dos Atores) e nem preciso falar muito, só repetir “Preparação dos Atores” que acho que já dá pra entender.

Figurinos de Jô Resende, Visagismo de Toninho Faquetti e Cenografia de Chris e Nilton Aizner, todos super fiéis ao universo Peanuts em todos os aspectos. O cenário é simples mas as entradas e saídas de adereços são feitas precisamente e os responsáveis por isso fazem tão discretamente que parece até automático. Só em “Beethoven Day” que como o piano precisa ficar no meio do palco, os 2 contra-regras (Jamil Pedro Mauricio e Márcio Cavalcanti Bessa) precisam aparecer e até participam da cena, deixando a situação até mais engraçada.

Iluminação de Paulo Cesar Medeiros já é sinônimo de uma iluminação perfeita. Os tons de cores devidamente acertados e incrível como impressiona já de cara. No momento que sobe a cortina já vem uma iluminação azul que vai se levantando e é deslumbrante, de encher os olhos. Ele se supera a cada trabalho.

Direção Musical e Vocal de Marconi Araújo. Também já é referência no que faz e nesse trabalho em questão teve o desafio de conseguir trabalhar as vozes dos atores para cantarem com vozes de crianças. Num pequeno momento em “Glee Club Rehearsal” ouvimos o verdadeiro vocal deles, nos outros momentos é pura atuação e super-hiper-mega bem trabalhada. A orquestra é integrada por 7 músicos que cumprem magnificamente seu trabalho e conta com Designer de Som de Tocko Michelazzo.

Por fim mas não menos importante, conta com a Produção Geral de Ricco Antony. Ricco antes mesmo da estreia, quando anunciamos aqui teria o musical no Brasil, já respondia os comentários das pessoas interessadas. Sempre se preocupando com seu público e isso é mais do que visível no palco, afinal, a peça está impecável em todos os aspectos e tenho absoluta certeza que The Color Purple e os próximos musicais que cairem nas suas mãos serão dignos de confiança e no mesmo nível de qualidade.

Depois de todos esses elogios, é impossível também não dar o Prêmio Fouquet para a peça como um todo! Elisabetsky merece o dela à parte, mas essa fantástica produção também leva o seu! Sendo assim: 5º Prêmio Fouquet do ano para Meu Amigo Charlie Brown!

A peça apesar de não ser infantil, está sendo vendida como e acho que sou um dos únicos que apoia. Se ela fosse vendida como um musical normal, quem iria? Somente os fãs de musicais (que já vão de qualquer forma). Já sendo vendido como infantil temos um público alvo que obriga os pais a irem juntos. Eles vão, adoram, recomendam para outros pais que farão o mesmo  assim mantendo o espetáculo em cartaz. É exagero para os que levam as crianças muito pequenas que não conseguem nem assistir um filme em casa, quem dirá uma peça! Eu vi os dois lados da moeda. Na minha primeira sessão tinha uma criança inquieta na primeira fileira e na outra sentei do lado de uma garotinha que mal piscava. Esses que já tem idade suficiente pra assistir algo, mesmo que não entenda, irá achar bonitinho e no futuro terá uma vaga lembrança de algo que merece ficar na memória de qualquer um. Até hoje lembro de assistir Mary Poppins quando criança e depois de crescido tinha uma vaga lembrança de uma mulher que voava com um guarda-chuva e pessoas sujas que dançavam no telhado.

You’re a Good Man Charlie Brown é a peça que mais se montam nos high schools americano já que a base são 6 atores e um cenário simples. Se você jogar no youtube é o que mais aparece. Porém, sem dúvidas não chegam nem nos pés de uma super produção como essa. Sempre fui muito fã da trilha, ouvia direto e ficava com aquela sensação de “quero assistir, mas o vídeo é uma droga”. Quando anunciaram que iria ter aqui não tinha como não ficar feliz, e assistindo com a qualidade que tem então, só posso agradecer imensamente a todos os envolvidos. Como disse, mesmo ficando só 4 dias em SP eu fui e assisti duas vezes! Espero que venha ao Rio, quero ir mais outras, levar zilhões de amigos e quem sabe tenho a sorte de conferir Beto Sargentelli em outros papéis e a oportunidade de também ver Maria Bia Martins (swinger dos papéis femininos) em ação.

“Hapiness” (que é linda e só de ouvir eu já choro) conta sobre o que é “ser feliz” para cada um dos personagens. Para mim, “ser feliz” é assistir a um bom espetáculo. Tenho amigos que foram comigo assistir Hairspray e também o Despertar da Primavera. Perguntem deles como eu sai de cada um deles que vocês terão noção do nível. Nesse caso sai feito uma criança de 10 anos e sem dúvidas fui mais do que feliz ao assistir ao Meu Amigo Charlie Brown.

Serviço:
Teatro Shopping Frei Caneca
Todos os sábados e domingos às 16h
Ingressos: R$ 60,00 (inteira) e R$ 30,00 (meia) – apresentando uma lata de leite em pó paga-se meia entrada.
Até dia 27 de Junho!

  1. 23/04/2010 às 7:24 PM | #1

    Lembro de ter te mandado um SMS assim que saí do Charlie Brown pela primeira vez. Estava encantado! Peça lindíssima, emocionante e edificante, com um elenco simplesmente genial e uma tradução digna das canções. Caprichou na resenha! Concordo com tudo! :)

  2. Leandro Giglio
    23/04/2010 às 8:28 PM | #2

    Sobre a saída do Charles de Hairspray e de O Despertar da Primavera, era eu quem estava sentado ao lado dele no dia das duas estreias. Digamos que nas duas ele saiu arrasado! Em uma por conta da destruição de um musical que deveria ser lindo e tinha ficado ridículo e da outra por estar tão emocionado que não conseguia parar de chorar, ainda mais que a estreia coincidiu com o dia do falecimento do avô do Charles.

    Mas voltando ao Charlie Brown, quando vem pro Rio??? Eu quero!!! Infelizmente não sei se poderei ir pra Sampa assistir, mas gostaria muito!!! Acho o musical ótimo e depois de ganhar 02 Fouquet Awards preciso ver mais ainda!!!

  3. 24/04/2010 às 11:05 AM | #3

    Ser feliz é… ler algo tão bem escrito e com tantos detalhes sobre algo que acreditamos tanto e fazemos com tanto amor! Parabéns Charles. Primeiramente gostaría de agradecer imensamente pelo carinho, pelas palavras, por todas as observações, e dizer que… ficamos muito felizes mesmo de ver o resultado do nosso trabalho encantando as pessoas dessa forma. A cada sessão que saímos “de personagem” para comprimentar o público, temos a oportunidade de olhar nos olhos das pessoas, e ouvi-las, cada uma emocionada de uma forma diferente, mas sempre, emocionadas. Não tem coisa melhor do que vermos o nosso objetivo ser alcançado dia-a-dia, de perceber que as pessoas saem verdadeiramente tocadas com todo este universo que apresentamos pra elas… um universo onde o “menos é mais”, onde a felicidade está presente na simplicidade das coisas, onde o respeito, o carinho e o AMOR estão em primeiro lugar, SEMPRE!
    Leitores… esperamos por vocês!!!
    1 – Grato pelo elogio sobre a criação do personagem!
    2 – Estamos programando a turnê, não temos datas, mas certamente RJ é uma das primeiras cidades da lista.
    3 – A Cor Púrpura – AGUARDEM!!!

    Obrigado, e volte sempre!
    LUNA.

  4. leco
    24/04/2010 às 2:30 PM | #4

    Adorei!!!! To mais mega doido p ver!!!!!!

  5. Matheus Murucci
    24/04/2010 às 9:16 PM | #5

    Quero ver.Parece estar lindo mesmo!
    Vem pro Rio, mesmo?

  6. Eduardo
    24/04/2010 às 9:30 PM | #6

    Charles, bela crítica para um belo espetáculo. Perfeito em todos os aspectos. Não percam!

  7. Fabiano
    25/04/2010 às 6:33 AM | #7

    Assisti hoje e é simplesmente primoroso! Lindo lindo lindo! Todos estão muito bem. Nem sei como expressar a emoção que sentia assistindo ao espetáculo, sério mesmo. Chorei e tudo! hahaha
    Demonstrou q não se precisa de obviedades para se fazer um trabalho ótimo.

  8. alonso barros
    25/04/2010 às 1:51 PM | #8

    Meu caro Charles.
    Foi com muito prazer que li a sua crítica. Voce nao é somente alguem que gosta de musical, mas tambem entende do assunto. É sempre bom receber uma boa crítica, mas melhor ainda quando ela é bem escrita.”Charlie Brown” foi um projeto muito especial para todos nós nele envolvidos . Voce foi muito sensivel em abordar cada ponto do espetáculo. Normalmente nao respondo a críticas dos meus trabalhos, sejam elas positivas ou negativas,mas a sua teve um trabalho de pesquisa ,respeito e objetividade que mereceu a minha atencao.
    Um abraco.
    (desculpe a falta do “c” cedilha , o teclado do meu computer é alemao)
    Alonso Barros

  9. Beto Sargentelli
    26/04/2010 às 12:54 AM | #9

    Olá Charles!!!
    Fiquei muito contente por ter gostado e criticado de maneira tão inteligente este espetáculo que fazemos com tanto carinho; haja vista, que o conhece muito bem!!
    Incrível coincidência você ter vindo justamente na minha estréia!!!
    Fiquei lisonjeadíssimo pelo carinho e pelas palavras e estou muito feliz que tenha gostado de meu trabalho em especial!!
    Agora é preciso voltar quando eu fizer Snoopy, Schroeder e Charlie Brown!!! rs
    Um agradecido abraço,
    Beto Sargentelli

  10. 26/04/2010 às 1:11 AM | #10

    Eu disse que era liiiindo!!!! *-*

    E a Elisabetsky arrasa mesmo!

  11. 26/04/2010 às 1:14 AM | #11

    Ou melhor, não só ela né?! O elenco todo é demais!!!
    Musical fofo, divertido e um retorno a inocência da nossa infância hehe
    Versão perfeita!!!! =D

  12. Tássya
    26/04/2010 às 10:23 AM | #12

    Fica até difícil fazer algum comentário, vc já falou tudo!
    Charlie Brown foi uma surpresa pra mim. Fui pensando que ia achar bonitinho, e assisti a um musical liiindo, primoroso, divertido. O tipo de musical que se assiste com um sorriso no rosto do início ao fim.
    Não poderia concordar mais com a sua crítica. Quero ver muito mais vezes.

  13. Tássya
    26/04/2010 às 10:27 AM | #13

    Ah, e sobre a presença de crianças, eu também sou a favor. Conheci Charlie Brown na minha infância, e não tinha maturidade pra entender os textos, mas ainda assim amava!
    As crianças gostam do lúdico, da caracterização dos personagens, do cenário mágico, das melodias das canções, da pipa voando… Elas podem não entender o texto, mas isso não significa que elas não podem assistir à peça.
    Os filmes infantis mesmo têm muitas piadas que as crianças não entendem, mas que um dia vão entender e gostar ainda mais (meu caso com Toy Story, por exemplo).
    O importante é levar a criança (que saiba se comportar, claro) ao teatro pra ela aprender desde cedo que a vida é muito mais que televisão.

  14. Julia Matarazzo
    26/04/2010 às 9:07 PM | #14

    Charles, você sempre arraza nas críticas. Leio sobre as suas impressões com o maior prazer e sempre dou o muito valor!
    A verdade é que eu amo “You’re a good man, Charlie Brown” e saber que a montagem brasileira é excelente é algo que me deixa MUITO feliz.
    Estava por aqui quando o Ricco Antony apareceu e comentou um pouco sobre os musicais que ele esta montando e a filosofia de trabalho dele (o que já havia me deixado bastante animada) e fico feliz em saber que as coisas estão acontecendo pra ele!
    Precisamos de pessoas sérias e comprometidas pra fazer o mercado de Teatro Musical crescer! Me dá muita esperança saber que tem gente que aposta na qualidade e no talento pra fazer sucesso.
    Bjos!

  15. Charles Fouquet
    27/04/2010 às 12:50 AM | #15

    Luna, Alonso e Beto. Só gostaria de agradecer os comentários pois fico honrado de recebê-los e, sem dúvidas, mais feliz ainda de saber que vocês gostaram pois assim consegui de alguma forma retribuir o que assisti. Como vocês podem ver pelos outros comentários (e aproveitando e agradecendo também todos que comentarem e elogiaram! Obrigado! ^^), é unânime e o mérito é todo de vocês. Abraços, Charles.

  16. F.
    27/04/2010 às 11:18 PM | #16

    EXCEPCIONAL! É tudo maravilhoso, desde o cuidado na cenografia até a construção cuidadosa de cada personagem.

    Tudo muito bom meeeeeeeeeesmo! Incrível! Melhor musical em cartaz em SP e um dos que mais me tocou até hoje.

  17. Roberto Donadelli
    26/08/2010 às 3:05 AM | #17

    Eta nóis…
    Eu também vi a estréia do Betinho! Acho que devo tê-lo visto, mas, ainda não o reconheceria, Charles.
    Ele tava ótimo mesmo. Alias, ele sempre tá fantástico!
    No próximo sábado estréia Into the Woods… quero muito vê-lo.
    Aproveitar que é o ultimo finde de folga do Avenida antes da retomada da turnê pelo Rio.

    Vou dizer que eu amei esse spetáculo. Além de ator, eu também sou maluco por musicais e assisti meu amigo Charlie Brown 4 vezes! Simplesmente fan-tás-ti-co! Grandes nomes como a Mariana, a Paulinha, o Luna … são talentos fantásticos mesmo!

    Espero que volte, pra eu cantarolar denovo na platéia e me debulhar em lágrimas com aquela música “´ser feliz é…”

    • Charles Fouquet
      27/08/2010 às 1:51 AM | #18

      Eu amo essas coincidências loucas da vida! Eu também não o reconheceria, mas se você viu uma pessoa feliz tirando foto com todos, pode ter certeza que era eu! hahahahahaha. Queria muito ver Into the Woods também! Se for, venha aqui para deixar sua opinião! Bjssssssss.

  1. Nenhum trackbacks ainda.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

You are commenting using your Twitter account. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

You are commenting using your Facebook account. Sair / Alterar )

Connecting to %s

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Join 1.134 other followers