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Ladies and gentlemen, damas e vagabundos, quer queiram quer não, Hedwig!

Caso não conheça o filme ou a peça e não goste de spoilers, não leia!

“Hedwig & the Angry Inch” conta a saga de Hansel, menino nascido em Berlim Oriental exatamente no mesmo ano da construção do muro de Berlim. Abusado sexualmente pelo seu pai e criado por sua mãe radical, Hansel se entretia ouvindo a rádio das forças americanas onde descobriu diversos grandes artistas do rock. Após alguns anos conhece Luther, um sargento americano que se diz apaixonado a ponto de querer casar e levá-lo aos Estados Unidos. Para isso Hansel precisa passar por uma operação de mudança de sexo que dá errado lhe deixando com uma “polegada furiosa”. Após um ano de casamento, Hansel- agora Hedwig – é abandonada por Luther no mesmo dia da queda do muro. Sozinha forma a banda “the Angry Inch”. Num emprego temporário conhece Tommy, que vai a um de seus shows e se encanta por Hedwig. Se apaixonam e passam a compor juntos e Hedwig lhe ensina tudo que sabe criando assim Tommy Gnosis, que rouba suas canções e vira uma estrela do rock enquanto Hedwig mais uma vez é passada para trás.

A peça é uma espécie de monólogo/show onde Hedwig em forma de canções transmite toda sua história enquanto segue Tommy em sua turnê, sempre tocando em locais pertos de onde ele está. E é num desses shows que a nossa platéia se encontra.  Em “The Origin of Love”, canção mais linda do espetáculo baseada no discurso de Aristófanes em “O Banquete” de Platão, Hedwig transmite sua visão sobre o amor de que todos estamos sempre à procura de nossa outra metade que nos complete. A peça conta com texto de John Cameron Mitchell (autor/Hedwig original da peça e do filme onde também é diretor/gênio) e letras e músicas de Stephen Trask. Se alguém ainda não assistiu a obra-prima que é o filme, assista-o agora!

(Download)

Quando anunciaram o elenco da montagem brasileira eu tinha certeza que Paulinho Vilhena e Pierre Baitelli iriam alternar a personagem, mas não, a montagem brasileira que conta com direção e adaptação de Evandro Mesquita é a primeira no mundo a possuir duas Hedwigs em cena e é exatamente isso que começarei comentando. É simplesmente desnecessário! Eu sou super a favor de direções que inovem, que fujam dos moldes das peças originais, mas  nesse caso só faz deixar a peça confusa e sem ritmo. Como é provável que irá aparecer alguns comentários tentando defender isso, já rebato alguns argumentos.

1) A peça fala sobre encontrar a outra metade que lhe complete, lida com a dualidade, por isso duas Hedwigs.

Olhando pela visão inicial da peça a outra metade de Hedwig seria Tommy, não ela mesma. Se a idéia é de que ela se auto-completa, mais um motivo pra ser só uma. Se um ator fosse Hedwig a peça inteira e outro fosse o Tommy que no final virasse Hedwig também, ou se um representasse o lado Hedwig e o outro o lado Hansel, ou se um ficasse montado o tempo todo enquanto outro não, enfim, se existisse algo que diferenciasse uma Hedwig da outra seria até aceitável, mas não, é simplesmente gratuito. Até a atitude de ambos é a mesma, logo, isso não se aplica.

2) O Evandro Mesquita falou no Jô que “uma drag queen é tão espaçosa, ela tem essa coisa de bipolar, de mulher, de homem” que achou bacana colocar logo duas.

Imagina então Evandro Mesquita dirigindo “A Gaiola das Loucas”, “Priscilla: A Rainha do Deserto”, não teria teatro pra caber tantos atores pois metade do elenco teria de ser duplicado! A personagem é multi-facetada, concordo, mas um ator consegue dar conta de tudo. Teatro é isso, não é mesmo minha gente? Se cada ator fosse representar uma faceta de Hamlet, precisaria de o quê, 5 atores? Outra desculpa completamente descartável e novamente, bipolaridade seria representar dois lados opostos, que não é o que ocorre.

3) É bom ser com duas porque enquanto uma fala a história, o outro pode interpretar.

Então o John Cameron Mitchell não interpretava né, ele só lia o texto e pronto, acabou? Pra contar uma história não precisa mais de interpretação, é isso mesmo? É só bater o texto? Pelo amor de Deus! Essa é sem dúvidas a pior desculpa de todas! Um ator de verdade consegue “só falando” passar mais emoção e verdade do que outro tentando representar a cena.

Seria muito mais fácil assumir logo que Pierre sozinho não vende ingresso e Paulinho sim, o que infelizmente é a nossa realidade. Sendo assim ambos representam a mesma personagem, com a mesma atitude, sem diferenciar nada. O que diferencia é um fator externo: o fato de Pierre ser um fantástico ator enquanto Paulinho é um péssimo.

Existem pseudo-atores, existem atores e existe Pierre Baitelli. É aquela atuação que sempre que você vê, você se impressiona. É única, não saberia nem explicar direito, mas as nuances, os detalhes, a entrega total, é de um talento que transcende! Lembro como se fosse ontem quando anunciaram que ele seria o Melchior do Despertar. Como não o conhecia um amigo me colou um vídeo dele em Capitu, e do momento que dei play até o final nem consegui piscar. Depois veio o Despertar em si com brilhante Melchior. Pierre nunca havia feito um musical então o vocal não era muito lá essas coisas (apesar de não fazer feio pra quem nunca cantou) mas a evolução até o final da temporada foi algo impressionante! Experiência essa que o levou a Hedwig, e uma Hedwig excelente!

Os trejeitos de mulher, a mega atuação, a comicidade e dramaticidade, tudo de um nível absurdo!  A cara que ele faz ao ver a notícia da queda do muro na televisão tem uns 10 segundos, mas é tão lindo e impactante que serve de exemplo para todos os elogios que já fiz. Quando ele começa a dançar naquele salto então, não tem pra ninguém! O vocal exige muito mais dele do que exigia no Despertar então tem lá seus momentos, mas a atuação por si só sobrepõe tudo e você fica hipnotizado. Consegue ser mais mulher do que muitas que eu conheço (e muito linda por sinal) etambém interpreta o papel do Tommy e é simplesmente incrível a desconstrução e construção que ele faz ali num mínimo espaço de tempo. Só é uma pena que depois que ele vira Tommy, não temos mais sua sensacional Hedwig.

Em contrapartida, voltando a mesma lista, temos nos pseudo-atores (ou até antes) Paulinho Vilhena! Ele é o erro que só faz essa concepção com duas Hedwigs ficar pior do que a idéia em si já é. Uma atuação mega exagerada, caricata, faz da Hedwig total uma dessas travas que não é bagunça! Não consegue ser engraçado, muito menos te convence nas cenas dramáticas. Quando Hedwig briga com o Tommy eu só conseguia era rir de tão ridiculo. O vocal então, pft, a sorte é que ao menos ele sabe que não canta e não se atreve a estragar tanto assim. Eu tentava bloquear mentalmente para poder tirar o que tinha de bom mas não tem como, o que compromete muito a peça pois não dá pra se envolver. Fica sempre naquele meio termo pois o que você acha de bom em um, acha de ruim no outro, e como eles dividiam falas quase que o tempo inteiro, não tem como dissociar.

Quando anunciaram que Eline Porto iria fazer eu fiquei “ué, mas não tem mulher no elenco!”. Eu havia assistido o filme a muito tempo, eu era praticamente criança. Joguei no Google e pra minha surpresa descobri que Yitzhak era uma mulher!

Só no final isso é revelado (e eu muito lerdamente deixei passar batido) mas na peça é explicado que ela era uma drag que fugiu ilegal com Hedwig sob a condição de nunca mais “ser mulher” novamente e ficar sendo o marido de Hedwig. Mais um item que faz dessa peça algo tão genial.

Eline Porto também fez o Despertar como ensemble, logo foi uma fantástica surpresa descobrir sua belíssima voz! Quando ela canta “I’ll Always Love You”  eu só não cai pra trás porque né, eu já estava sentado. O único porém é que para por ai. A caracterização do personagem não é boa e ela não convence de homem um segundo se quer.

Precisaria de um visagismo mais impactante mas ainda assim o papel não é para ela. Certeza que irei vê-la em muitos outros musicais e ela será um arraso, mas cantando com sua voz normal porque como homem não rola… É o típico força a voz = homem, e nem precisava forçar tanto porque no fundo é uma mulher mesmo, não é? Só precisava tentar dar uma camuflada mas também pode ser coisa da direção, fica difícil de saber ao certo.

Falando nisso, já comentei a idéia geral da adaptação de Evandro Mesquita, mas a direção também não é boa. Ele foca no show de rock e esquece total do sentimentalismo. “Wig in a Box”, “the Origin of Love”, “Wicked Little Town”, entre outras, são músicas de uma beleza incrível que aqui são como mais uma música qualquer de show. As versões também não ajudam, todas estão praticamente no seu sentido literal. É mais um caso de “métrica pra quê, eu faço caber. Sejafalandorápidopradartempo ou prooolooongaaaando síííílaaaabaaaas, que no fiiim tuuudo riimmaaaa”. Quando assisti ao ensaio fiquei chocado em como era ruim mas pensei “ele tá trabalhando ainda nas versões, com certeza’. Não, é a mesma coisa. O mais ridiculo é o excesso de coisas em inglês, e coisas desnecessárias. Tipo “dia 13 de agosto de nineteen sixty-one“, pra quê? Eu pergunto novamente: pra. quê? “Wicked Little Town” (a versão de Hedwig) tá toda em inglês, tem músicas que eles cantam direitinho dai quando repete o refrão cantam em inglês, sério, não entendo e nunca vou entender o motivo de fazerem isso.

A  tradução do texto é de Jonas Calmon Klabin e apesar de ter umas sacadas brasileiradas bem bacanas, a linguagem é um tanto quanto duvidosa e mais uma vez, o uso do inglês o tempo inteiro! Uma pessoa falando em português and suddenly, just like that, começa a speak english, and I ask myself, why? Do they really think that’s cool? Eles não percebem o quão tosco isso é? Sem contar que fazem tanta questão de colocar coisas em inglês quando o próprio nome da peça está errado. Inch equivale a 2,54 centímetros e se tratando do tamanho de um pênis (ou do que sobrou dele), não vem querer me dizer que um centímetro e meio não fazem diferença! Voltando ao nineteen sixty-one, num certo momento Yitzhak canta Tik Tok da Keesha. Sendo assim a peça se passaria mesmo nos dias atuais, certo? Logo, Hedwig teria que ter 49 anos! No mínimo não deveria ter colocado nada muito atual para a data ficar incerta ou fazer adaptações (que irá ocorrer na retomada do musical ainda com John Cameron Mitchell na Broadway ano que vem!) relacionadas.

Falando desse jeito todo parece que eu até saí péssimo de lá, mas não, isso ocorreu na época dos ensaios e por muito pouco nem volto, mas a curiosidade de ver a melhora é sempre grande e no fundo, não deixa de ser mais uma experiência teatral, não? Fui esperando o pior e valeu a pena por dois fatores fundamentais: Pierre Baitelli e os músicos!  Alexandre Griva (Bateria), Fabrizio Lorio (Teclado), Patrick Laplan (Baixo) e Pedro Nogueira (Guitarra). São eles os responsáveis pela sua empolgação! As músicas são fantásticas e de uma energia incrível que eles transmitem perfeitamente e super se empolgam junto também! (até mesmo que não tem como não se empolgar). Iria num show deles fácil fácil. Mérito também da direção musical de Danilo Timm e Evandro Mesquita (pelo menos isso!)

Conta com cenografia de Suzane Queiroz que é bem impactante e inteligente, ao abrir a cortina você já se surpreende. Todos os objetos cênicos são cobertos de fita, claramente remetendo a “Exquisite Corpse”.  O telão com ótimas projeções que junto da iluminação de Luiz Pulo Nenen dão o tom da peça (e assim como o original, usa luzes fortes para representar o show do Tommy e acho a idéia fantástica). Figurinos de Marta Reis muito bem caprichados, dignos e fiéis aos originais ainda com um toque de novo. A idéia da camisa que simboliza o corpo pelado para a cena com Luther foi genial. O Visagismo de Max Weber com Pierre Baitelli é ótimo, só reforço mais uma vez que a de Yitzhak deveria ser mais intensa e a peruca ruiva usado pelo Paulinho é terrível…

Nossa montagem de Hedwig teria tudo para ser perfeita, porém antes ela teria que passar por outra operação e cortar fora Evandro Mesquita e Paulinho Vilhena, que tenho certeza que o resto se acertaria. Se só de falar mal de Paulinho Vilhena já seria o suficiente pra receber comentários piores do que tacar pedra na cruz, ainda com Evandro Mesquita junto, já viu… Então fãs e admiradores que não aceitam opiniões diferente da de vocês, podem me xingar à vontade, but before you do, you must remember one thing!

Serviço:
Teatro das Artes (Shopping da Gávea)
Horário: Quartas e Quintas às 20h; Sextas e Sábados às 23h30
Preço: R$60,00 – Quartas e Quintas; R$70,00 – Sextas e Sábados
Até 06 de novembro! (sim, essa é a última semana para conferir! Quem se interessou, corra!)

Rocky Horror Picture Show no Glee

No clima de Halloween que abala o mês de outubro, e após a deliciosa temporada de Rocky Horror na UniRio, os fãs da peça hoje terão uma bela homenagem. Hoje às 20h nos EUA, 22h no Brasil, vai ao ar o Episódio de Glee em homenagem ao Rocky Horror Show. Pelas fotos e trechos divulgados, parece que o professor Will Schuester, nosso querido Link – Hairspray OBC fará uma montagem da peça na William McKinley High School. Estão confirmados os seguintes números musicais:

- Science Fiction/Double Feature - Santana
- Dammit Janet – Finn e Rachel 
- What Ever Happened to Saturday Night? - Carl
- Sweet Transvestite - Mercedes
- Touch-a, Touch-a, Touch-a, Touch Me - Emma 
- There’s a Light (Over At the Frankenstein Place) - Rachel, Kurt e Finn 
- The Time Warp - New Directions

Para quem quiser fazer o Download das músicas, segue o link: http://hotfile.com/dl/78352777/d0114a6/Gl_-_2x05_-_TRHGS.rar.html

Seguem algumas fotos já divulgadas:

Will com Artie de Professor Scott

Tina de Columbia e Kurt de Riff Raff

Dr. Carl será o Eddie, como ele vai parar na peça?

Finn será o Brad, pelado no corredor?

Mercedes, nosso Doce Travesti...

 

E para quem quiser ver a Time Warp, segue o link do Youtube:

Para quem quiser baixar o episódio, seguem 02 links:

 http://www.fileserve.com/file/B7Dk7yF/Glee.S02E05.HDTV.XviD-LOL.avi
 http://hotfile.com/dl/78566102/54c52fb/Glee.S02E05.HDTV.XviD-LOL.avi.html

Abreijos,

Trilha & Vídeo da Semana III

O vídeo dessa semana é dedicado a todos os aspirantes a ator/atriz de musicais que pretendem seguir esse caminho por amor ao gênero. É a primeira música da web-série musical “The Battery’s Down” que conta a vida de Jake, mais um no meio de tantos com o sonho de estrelar um grande musical na Broadway. Nesse episódio em questão ele audicionou para o musical de “Curtindo a Vida Adoidado” e não passou, entrando assim em depressão e querendo desistir da vida dos musicais. Até que seus amigos lhe lembram que essa é a vida dele:

(começa em 03:45)

É antigo e alguns de vocês podem já conhecer, mas com a audição de Hair chegando achei válido postar. Boa sorte a todos que irão audicionar e lembrem-se que só de serem chamados já é uma vitória. Se não for dessa vez, “this is your life, you’re gonna be OK” e muitos outros testes ainda virão!

Para a trilha da semana, resolvi postar o Lippa’s Wild Party.

(clique na imagem para download)

Depois de assistir o Festa Selvagem não teve jeito, reviciei na trilha. Julia Murney + Brian D’Arcy James + Idina Menzel + Taye Diggs + canções fantásticas do Lippa = tem como não viciar?

Trilha & Vídeo da Semana II

Em homenagem à estreia de Fascinante Gershwin, esses são os vídeos da semana:

Judy Garland – The Man That Got Away (A Star Is Born)
Música de Harold Arlen e letra Ira Gershwin.

Audra McDonald – My Man’s Gone Now (Porgy and Bess)
Música de George Gershwin e letra de Ira Gershwin.

Duas divas em performances eletrizantes que dispensam comentários. É o tipo de vídeo que não canso de assistir e é simplesmente impossível não se arrepiar. Com isso desejo merda e uma “fascinante” estreia! (mais informações aqui)

Partindo para outro compositor fantástico temos a trilha da semana: Promises, Promises.

(clique na imagem para download)

Burt Bacharach + Sean Hayes + Kristin Chenoweth + Katie Finneran = como não amar?

Trilha & Vídeo da Semana I

Eu costumo compartilhar essas coisas no Twitter, mas como ultimamente nem eu tenho tido paciência de ler todos os tweets quando chego em casa, imagino que muitos de vocês também não. Por isso resolvi que toda sexta (só hoje sendo sábado) irei postar um vídeo e uma trilha aqui! A idéia é postar algum vídeo recente que seja muito bom e obviamente relacionado a musicais. A trilha será sempre a que eu estiver ouvindo bastante no momento ou algum novo lançamento. Se em alguma semana não tiver nenhuma novidade (o que eu duvido) eu compartilho algo antigo mesmo mas que seja digno do conhecimento de vocês.

Tive esse idéia com o fantástico vídeo dessa semana que era simplesmente impossível não postar aqui:

Telephone com Christine Pedi como Liza Minelli e Carol Channing.

O que é a interpretação? E  a voz? Sensacional! Qualquer um que feche os olhos antes de assistir e clique no play irá jurar que são mesmo a Liza e Carol! Perfeição extrema!

Falando em perfeição extrema, vamos a trilha da semana: Everyday Rapture.

(clique na imagem para download)

É Sherie Renee Scott contando sobre a vida de Sherie Renee Scott. Uma garota do interior dos EUA, menonita, que divide sua vida entre duas paixões: Jesus Cristo e Judy Garland. Assim se desenvolve a trama, que beira do cômico ao drama em questão de segundos, até se tornar uma “quase quase estrela da Broadway”. Em um certo momento canta “Get Happy” imitando a Judy Garland e a perfeição como no vídeo acima se repete. Idêntico nos mínimos trejeitos! O roteiro (que deveria ter ganho o Tony) é uma celebração do meio musical e Sherie Renee Scott (que deveria ter ganho o Tony [2]) é uma diva que consegue carregar o espetáculo nas costas com maestria e um brilho invejável. Digna de mais amor e reconhecimento.

Broadway on The Radio

Outro dia estava vendo uma discussão no Orkut (sim, Orkut ainda existe) sobre as rádios brasileiras, que não tem nenhum programa dedicado a canções de musicais. Seja por falta de interesse cultural ou financeiro em divulgar este tipo de músicas ou por outra razão excusa, hoje em dia já não há mais motivo de se ouvir rádio mesmo. É sempre a mesma ladainha, as mesmas músicas, os mesmos jabás. Se antes eu só escutava o rádio para ouvir notícias e saber se o trânsito estava bom, hoje vejo as notícias no celular e, se estou dirigindo, as notícias do trânsito estão no GPS. As rádios AM/FM como conhecemos tendem a deixar em breve de existir.

Entretanto, as rádios via internet, que focam em públic0s específicos, vem crescendo cada vez mais. E para quem gosta de música alternativa, seja ela qual for, hoje você pode conectar e encontrar uma rádio que seja a sua cara.

Atualmente eu tenho escutado as rádios do site americano AccuRadio – www.accuradio.com Dentro do site existem diversos canais e nem preciso dizer que meu canal favorito é o AccuBroadway. São 24 horas só de música, com poucas propagandas sobre os outros programas da própria rádio. E independente do horário, você pode escolher qual programação quer escutar. Só de Showtunes são vários, dentre eles: Simply Sondheim, Pop Versions, Just Gershwin, Overtures, Finales, Tony Awards, Signature Songs, London Casts, Revivals, Broadway for Kids, Broadway for College Students, Jazz Versions, Now Playing e diversos outros.

Para quem tem iPhone, iPod Touch ou iPad a AccuRadio possui um aplicativo grátis que você pode baixar e personalizar suas rádios.

Recentemente a AccuRadio, junto com outras rádios online como a Pandora e a RadioO assinaram um contrato com as gravadoras americanas para o pagamento de royalties, válido até 2015, então todo o processo das rádios online participante do acordo é legalizado, nada de pirataria.

E vocês? Conhecem alguma rádio no Brasil que toque showtunes? Há alguma rádio online tocando musicais brasileiros? Se tiverem dicas, deixem seus comentários e dicas por aqui.

Abreijos,

Trilha de American Idiot: the Musical

Um Mês em Um Post Pt I – Janeiro

Olá pessoas, chegou minha hora de também dar uma atualizada por aqui. No final do ano foi complicado por conta de provas, Natal etc. Em janeiro eu ainda tive algumas aulas até quase a metade do mês. Desde então venho curtindo minhas férias com várias hóspedes, o que também me impossibilitou de passar por aqui. Assunto e ideias para posts é o que não faltam, o problema foi tempo mesmo. E nem estou dando isso como desculpa, é mais uma satisfação porque é muito prazeroso ver que o número de visitas aqui no blog continua o mesmo até quando há pouquíssimas atualizações. Então, antes de mais nada, obrigado, e agora que o Leandro está de volta e eu de férias, iremos bombar mais por aqui! Como certas coisas não poderiam passar em branco, vim comentar rapidamente mesmo já sendo assuntos relativamente antigos.

Dalva e Herivelto:

Começando Janeiro em grande estilo, do dia 04 ao dia 08 a Globo exibiu a minissérie “Dalva e Herivelto”, que contou com a presença de várias cantrizes e atores-cantores como Claudia Netto, Soraya Ravenle, Fernando Eiras, Maurício Xavier, Gustavo Gasparani etc, além da direção de M&B nas cenas musicais. Não costumo acompanhar séries/minisséries/etc na tv, mas não perdi um episódio dessa. Roteiro, elenco, músicas, direção, fotografia, tudo magnífico. Impossível não destacar a entrega de Adriana Esteves para compor Dalva de Oliveira, como pode ser visto nesse vídeo, em que ela se emociona só de falar do assunto:

Quando fui assistir “Oui Oui” pela 2ª vez em janeiro, ela estava na plateia e ao tocar “Hino ao Amor” não resisti e tive que olhar sua reação. Óbvio que não foi outra a não ser se emocionar, né? É belíssimo ver esse respeito e a entrega que ela teve, sem dúvidas dignos de aplausos e mais aplausos. Pra quem perdeu (*cof Leandro cof*), já tem completo no YouTube ou se preferir, só é aguardar sair em DVD. Imperdível.

Avenida Q no Canecão:

Dia 20 de Janeiro o espetáculo “Avenida Q” voltou ao Canecão para mais 5 apresentações. Na época eu não sabia o que estava achando mais bizarro. Se era a volta do musical numa casa de shows como o Canecão, a promoção em que o prêmio eram passagens pra NY ou a produção usar os fãs como meio de divulgação. Mesmo sabendo que não seria a mesma coisa, fui. Participei de outra promoção que me deu convites para a estreia. Na hora da retirada dos convites houve demora e confusão. Passado isso na hora de entrar a moça disse que os ingressos estavam inválidos, então tive que voltar para descobrir que tinham destacado a parte da entrada (o que né, affff), enfim, uma desorganização linda. Entrando não avistei nada da tal urna que deveriam ser colocados os cupons da promoção das passagens pra NY, além de descobrir que meus convites eram pra um lugar diferente do que me foi prometido. Deixei pra lá porque sabia que não ia adiantar muita coisa. Era de graça mesmo e ainda sentei do lado da diva inspiradora Carolinie Figueiredo ♥. A promoção também dava direito a um coquetel com os atores, mas óbvio que tinha que dar problema na hora de entrar, e só depois de um stress básico fui conseguir, e isso para ficar numa sala minúscula, lotada e inferno total.

Quanto à peça, as diferenças foram que Carla Matsumoto (que já era sub em SP) interpretou a Japa-Neuza e só posso dizer que é uma cópia total da Claudia Netto, o que no caso, não é uma coisa muito legal. Só que sem dúvidas a culpa não é dela, ela não deve ter tido tempo de compor sua personagem e teve que ser na base do “se vira”. É notável que é uma grande cantriz, tanto que arrasa vocalmente no “The More You Ruv Someone”, só precisava mesmo de tempo e uma direção. Na verdade eu acho que se tiveram ensaios, foram mínimos, pois o pique deles não era o mesmo. Compreensível também, afinal, todos já estavam em outros trabalhos e voltaram pra essas 5 apresentações do nada. E claro, qualquer peça que se preze que vai pra uma casa de shows é pra ficar piorada, não tem como. Sem contar a falta de respeito do público comendo durante, e do próprio Canecão que vem cobrar os consumos antes da peça terminar.

Por conta de uma amiga, acabei voltando no último dia e houve uma melhora no sentido do pique (que eles devem ter reobtido nos próprios dias de apresentação ), mas sem dúvidas não foi a mesma coisa que no Clara Nunes o que só comprova que “tudo há de passar” mesmo. Passou. Prefiro relembrar o último dia no Clara Nunes do que no Canecão. E como havia sido divulgado, seria no último dia que haveria a votação para escolher o vencedor da promoção das passagens de NY… Preciso falar que não teve nada disso?

Agora, o perfil oficial da peça no Twitter está divulgando que eles voltarão com um elenco completamente novo e farão as tais prometidas tours pelo Brasil. É esperar pra ver. Pelo que aparenta a produtora adquiriu os direitos e querem tirar o maior proveito disso, custe o que custar. O mais engraçado também é que eu não sei de onde saiu o lucro, pois 90% das pessoas na plateia eram convidados. Tanto na estreia, quanto no último dia. E ainda teve um dia em que cancelaram a apresentação… Mas enfim… Isso já seria entrar em outro território.

Nine:

Dia 29 de Janeiro estreou Nine nos nossos cinemas. O mais engraçado é que pela cidade toda estava espalhado o pôster, mas quando estreou, eram em pouquíssimas salas… Por mais que já esteja até saindo de cartaz, eu quero fazer uma crítica num post separado. Quero comentar bem detalhadamente e esse post já está grande, ia ficar total Annelise. Só adianto que até gostei, mas com vários detalhes a serem comentados. Não é um Fame 2009 que nem merece ser citado como musical, mas poderia ter sido melhor.

Final da Temporada Carioca do Despertar da Primavera:

Quem esteve presente no dia 31 de Janeiro no teatro Villa-Lobos, sem dúvidas presenciou algo memorável na história do teatro musical brasileiro. Depois de uma temporada de sucesso aqui no Rio, o “Despertar da Primavera” se despediu com louvor. Uma apresentação incrível do início ao fim, com destaque ao “Verão Vermelho”, quando todos se levantaram e aplaudiram antes da música terminar, com uma grande reação de choro, felicidade e encantamento do elenco. Foi lindo, e pra ter um gostinho, o vídeo já pode ser encontrado no YouTube:

Ele por si só já é arrepiante, mas imagine isso ao vivo, e bem de perto vendo quase todo o elenco chorando. No vídeo inclusive eu apareço com maior cara de retardado, chorando feito uma criança. Foi tudo tão intenso que na saída eu fiz aloka total e fui a pessoa mais feliz pegando os autógrafos de quem eu consegui do elenco (afinal, vocês podem imaginar que estava caótico!). Com alguns deles eu nunca nem tinha falado antes, e foi incrível a reação de uma parte me reconhecendo do clássico vídeo que eu fiz com a Raissa. Se por ventura alguém do elenco está lendo isso e eu não falei com você no último dia, é porque não o vi, ou se o vi, você estava muito ocupado no momento. Se não eu teria falado, afinal, eu era a criança no dia 12 de Outubro. E não falei antes das outras 14 vezes que fui pois eu só costumo falar com quem conheço mesmo… Eu não sou tímido, só sou muito na minha mesmo, mas agora questão de honra pegar os autógrafos restantes.

Foi o closing digno que a peça merecia. Considero até então o TOP 1 de todos os musicais brasileiros que já assisti, e mais do que valeu a pena acompanhar todo o processo desde o inicio, a estreia, todas as vezes que eu fui e e o grande final. Desejo a todo elenco, músicos, técnicos e produção muito sucesso em SP, e que venha o prêmio Shell que é de vocês!

Aproveitando pra divulgar a grande iniciativa de disponibilizar o download do CD para todos. Cliquem aqui para o Download. O CD infelizmente não faz jus ao que a peça era ao vivo. Acredito eu que o problema tenha sido mais do estudio, na hora da mixagem. Os instrumentais não são tão bons (e não é karaoke nem midi, dá pra ouvir que é instrumental de verdade mas ficou soando fake), as vozes estão bem alteradas e quando há côro existem vozes mais alta que outras, etc. O ideal teria sido gravar ao vivo como foi feito com a Ópera do Malandro, mas agora já foi… E não deixa de ser um registro.

O que eu tinha pra falar de Janeiro está ai. Amanhã um post com minha critica de Nine, sexta um post com os updates de fevereiro e sábado as novidades. Spread the word, 9PFT is back!
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