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Arquivo para a categoria ‘Filmes & Séries’

Have you ever dreamed of a place far away from it all?

“O Horizonte Perdido” é um filme de 1973, dirigido por Charles Jarrott e baseado no romance homônimo de James Hilton. Existe um filme antes dele, mas somente esse remake é musical com canções de Burt Bacharach e Hal David. A sinopse geral é bem simples. Durante uma tempestade, um avião cai em algum lugar do Himalaia. Em busca de ajuda, os sobreviventes acabam encontrando um mundo estranho e maravilhoso chamado Shangri-la, onde existe a eterna juventude e a felicidade plena.

O filme foi um fracasso total e bem, super compreensível. O roteiro é mal desenvolvido, as músicas são extremamente simples, nenhuma atuação magnífica, entre tantos detalhes que podem ser observados. Só que apesar disso tudo eu gostei, e gostei bastante. Gostei porque a mensagem principal é de fugir da sua realidade, ir para um lugar afastado do mundo que te dê calma, paz, serenidade, felicidade, etc. Sensação essa que senti assistindo ao filme. Nos primeiros minutos, antes do avião cair, é pura besteira. Dá pra pular aquilo tudo tranquilamente. Mas do momento em que eles chegam em Shangri-la e vão descobrindo o lugar magnífico que encontraram, é tudo lindo. São poucas as músicas, mas amei todas. As letras apesar de serem bastante simples, são inteligentes e passam mensagens bonitas. É quase um mantra musical. Eu fico bem só de ouvir.

Não existe DVD do filme no Brasil. Na verdade só foi lançado em DVD lá fora e ano passado, então bem provável que nunca nem chegue por aqui. Mas quem se interessar, procurando pelo Google tem ele completo pra baixar (com legenda embutida), tem completo no youtube também. Qualidade de VHS, mas ainda assim dá pra assistir bem. Se duvidar alguém já até ripou essa versão do DVD que foi remasterizado. Eu pretendo um dia comprar (ou arranjar cópia) e caso ninguém tenha feito isso ainda, eu faço.

Deixo a recomendação para as pessoas que, assim como eu, não gostam do Carnaval e tudo que gostariam de fazer durante esse período era viajar para um lugar como Shangri-la.

 

Eu Não Quero Voltar Sozinho

Estou quase terminando de escrever o texto que prometi contando da minha viagem em NYC, minha nova perspectiva de vida e consequentemente do blog. Em breve estará por aqui, mas, enquanto isso, assistam esse curta que um amigo me apresentou recentemente. Achei simples, lindo e tocante.

Ainda tem o Guilherme Lobo que era do elenco da Noviça Rebelde em São Paulo, mais uma vez comprovando que em breve todos eles irão dominar o mundo.

Santana Baby

Confesso também que gosto de ouvir algumas músicas natalinas. São poucas, mas ainda assim, faz parte da minha tradição ouvi-las nem que seja um dia se quer. Ano passado ouvia por forçação de barra já que não tinha muita opção, era meu trabalho. Esse ano eu pude ouvir só as que eu gostava, mas nada barrou o tanto de vezes que eu assisti/ouvi isso:

 

Glee que nunca teve um roteiro muito decente, consegue se surpreender a cada dia que passa. O episódio de natal foi vergonhoso (só não mais que o da última sectionals) e depois de assistir, me deparo no youtube com essa cena linda que por si só já teria feito o episódio valer a pena. Mas claro, ela tinha que ter sido deletada. Vamos deixar Lea Michele cantando “River” e o público querendo se matar, mas não daremos o prazer de ver Naya Rivera estupenda e magnífica cantando “Santa Baby”.

Nessa temporada sua personagem ganhou mais destaque, mas não adianta, os roteiristas simplesmente não conseguem fazer algo que preste. Essa cena ter sido deletada só consegue deixar isso ainda mais em evidência. Alguém precisa lembrá-los também que Jenna Ushkowitz, a Tina, também é maravilhosa e não tem um solo decente faz tempo! Mas enfim, essa é minha forma de desejar um feliz natal e um próspero ano novo. Que venha 2012 com uma série musical mais digna de ser assistida (e que no caso, já até possui uma música tão viciante quanto a supracitada e que ainda dá pra ouvir em qualquer época do ano):

Rocky Horror Picture Show no Glee

No clima de Halloween que abala o mês de outubro, e após a deliciosa temporada de Rocky Horror na UniRio, os fãs da peça hoje terão uma bela homenagem. Hoje às 20h nos EUA, 22h no Brasil, vai ao ar o Episódio de Glee em homenagem ao Rocky Horror Show. Pelas fotos e trechos divulgados, parece que o professor Will Schuester, nosso querido Link – Hairspray OBC fará uma montagem da peça na William McKinley High School. Estão confirmados os seguintes números musicais:

- Science Fiction/Double Feature - Santana
- Dammit Janet – Finn e Rachel 
- What Ever Happened to Saturday Night? - Carl
- Sweet Transvestite - Mercedes
- Touch-a, Touch-a, Touch-a, Touch Me - Emma 
- There’s a Light (Over At the Frankenstein Place) - Rachel, Kurt e Finn 
- The Time Warp - New Directions

Para quem quiser fazer o Download das músicas, segue o link: http://hotfile.com/dl/78352777/d0114a6/Gl_-_2x05_-_TRHGS.rar.html

Seguem algumas fotos já divulgadas:

Will com Artie de Professor Scott

Tina de Columbia e Kurt de Riff Raff

Dr. Carl será o Eddie, como ele vai parar na peça?

Finn será o Brad, pelado no corredor?

Mercedes, nosso Doce Travesti...

 

E para quem quiser ver a Time Warp, segue o link do Youtube:

Para quem quiser baixar o episódio, seguem 02 links:

 http://www.fileserve.com/file/B7Dk7yF/Glee.S02E05.HDTV.XviD-LOL.avi
 http://hotfile.com/dl/78566102/54c52fb/Glee.S02E05.HDTV.XviD-LOL.avi.html

Abreijos,

Updates de Abril

Hoje, dia 05 é a entrega do Prêmio Shell de Teatro do Rio de Janeiro. O Leandro já está encarregado de fazer o post assim que os vencedores forem anunciados! Torcida em peso pelo Despertar da Primavera e Avenida Q!

Dia 06 – Show do Danilo Timm no Cinematheque:

Contará com participação de Davi Guilherme, André Loddi, Estrela Blanco e Pedro Sol. Com o nome na lista amiga fica por R$15. Estarei lá como forma de comemoração do que vem logo a seguir.

Dia 07 – Um Carioca em SP: Parte II! Sim meu caros, a saga continua! Estou indo para São Paulo conferir O Rei e Eu, Meu Amigo Charlie Brown, Cats e O Despertar da Primavera. Quem quiser acompanhar mini-comentários durante, acompanhem no twitter (está logo ao lado). As críticas só poderei escrever do dia 12 em diante, que é quando volto. Quem liga que eu vou matar aula e até uma apresentação por conta disso, né minha gente? Musicais > vida e “simbora povo loko!” /Thiago Amaral

Dia 13 – Um dia depois da minha volta para curar minha depressão pós-SP, já terei um ótimo remédio. É a grande e super hiper mega esperada volta de Glee!

Uma série que comecei odiando e achando a coisa mais clichê do mundo em que só as cenas musicais se salvavam e agora eu volto a ser criança total assistindo e tenho orgulho de ser Gleek! Continua com alguns detalhes bem clichês, mas a evolução da série é inegável e espero que continue assim. Sem contar que as cenas musicais continuam ficando mais fodásticas do que nunca. Nesse finalzinho de temporada terá músicas de Madonna, Lady Gaga, Olivia Newthon-John, Beatles, Gypsy, etc! Srsly.

E para finalizar com chave de ouro, dia 23 é a grande estreia de Gypsy! *super hiper mega squeeeeee*

Preciso dizer mais alguma coisa? Abril, seja muito bem-vindo! E quando o mês se for, “não tem tristeza” pois já sabemos que O Meu Sangue Ferve Por Você volta no dia 03 Maio no Teatro dos 4! Que continue assim o ano inteiro!

Nine: nella mia anima, cinema italiano!

Séculos depois do lançamento do filme aqui no Brasil, aqui está minha critica de Nine! Por um lado foi bom ter demorado, pois após assistir ao filme pela primeira vez, minha reação foi simplesmente não saber o que tinha achado. Eu fiquei imaginando o que escreveria, como descrever algo que você nem sabe se gostou ou não. Tinha sido uma experiência simplesmente morna e não mexeu nada comigo. Quem acompanha o blog sabe que minhas críticas ou são elogios fervorosos ou é detonando por completo, sou movido a isso, o material precisa ter alguma relação comigo para a crítica sair. Eu acabaria entrando num complexo de Guido “How do you begin? Page 1, page 1, page 1…” hahaha. Reassisti ao filme em seguida e dessa vez tive a certeza de que não tinha gostado. E então foi a hora de colocar na cabeça ”preciso assistir ao musical, não é possível que isso tenha ganhado o Tony”. E nesse meio tempo em que não pude postar tive a oportunidade de assistir aos vídeos da montagem original e do revival da Broadway e também ao filme que inspirou o musical, 8 1/2. E aí sim eu entendi e cheguei à conclusão que o problema é da adaptação.

O filme é baseado no autobiográfico 8 1/2 do Fellini, que conta a história de Guido Contini, renomeado diretor que ao completar 40 anos entra num bloqueio criativo e não consegue escrever o roteiro de seu próximo filme. Durante o decorrer desse processo, conhecemos melhor seu passado e as mulheres que fazem e sempre farão parte de sua vida. 8 1/2 é um filme genial. Direção, fotografia, trilha sonora, atuação, construção de roteiro, etc. Só não vou me empolgar que se não acabo mudando o foco, mas recomendo sem dúvidas pra qualquer pessoa que se diga apaixonada por cinema. Muitos fãs do filme devem abominar as adaptações musicais que ocorreram, é complicado mesmo fazer um musical em cima de um filme do Fellini, mas eu como fã adorei. O roteiro de Arthur Kopit é super bem construído seguindo ao máximo (na medida do possível) a linha de 8 1/2 e as músicas de Maury Yeston são fantásticas, catchy e com ótimas letras.

O filme, obviamente não poderia deixar de ser diferente, pela simples razão da linguagem para o cinema ser outra. Muita gente não gosta quando se compara o musical original com o filme, mas isso é inevitável. O objetivo do filme não é ser uma cópia exata, mas ser uma boa adaptação e que no fim das contas, transforme-se em um bom filme. Rob Marshall conseguiu esse feito em Chicago e no Annie da Disney, mas não em Nine. O maior problema está no roteiro. A forma como foi construído é monótona. Aparece uma mulher, ela canta, some. Aparece outra, faz o mesmo, some… Não há uma ligação entre elas. A fotografia é linda, conta com grandes números musicais showstopper, mas a mesma concepção de Chicago não funcionou nesse caso. Se algum dia Marshall for dirigir uma adaptação de Follies, ai sim acredito que funcionaria magnificamente.

O elenco conta com grandes nomes do cinema hollywoodiano, mas sabemos que isso num musical nem sempre quer dizer boa coisa.  Começando em ordem do pior para o melhor na minha opinião:

Sophia Loren (Mamma)

O que dizer? Poderiam ter colocado um espantalho no lugar que ninguém se daria conta. Fiquei esperando o momento em que ela começaria a cantar “If I Only Had a Brain”, mas não, ela canta “Guarda La Luna” (música feita para ela cantar, ou seja, bem fácil e boring) que por muito pouco não me fez dormir… O filme cortou a música “Nine”, que é linda e na minha opinião importante para trama. Mas Marshall não quis e tirou, além de várias cenas cortadas deixando o papel da mãe de Guido pequeno. É um personagem que deveria ser importante, mas que na adaptação fica pra trás completamente.

Nicole Kidman (Claudia)

Sou fã  da Nicole, acho-a perfeita, linda e maravilhosa. Porém sua participação no filme não poderia ter sido mais apagada. Seu papel é de uma musa inspiradora, mas tudo que ela tem a seu favor nesse sentido é a beleza. O papel seria de Catherine Zeta-Jones que queria que o papel fosse aumentado. Marshall recusou, e assim entrou Nicole.  Zeta-Jones sem dúvidas deve ter dado umas gargalhadas ao assistir o filme. Uma atuação fraca e o que falar de “Unusual Way”? Uma das melhores músicas do musical, completamente destruída. Estúdio puro pra uma gravação fria, super grave e provavelmente uns zilhões de tons abaixo do original. Uma pena. Caso queira ouvir a música sendo cantada de verdade, o vídeo com a fantástica Laura Benanti:

Daniel Day-Lewis (Guido Contini)

Daniel Day-Lewis só tem a seu favor uma coisa: o charme. Existem atuações que compensam o fato do ator não ser tão bom cantor (como no caso de Pierre Baitelli no Despertar, que inclusive melhorou horrores no processo da peça), mas esse não é um desses casos. Gosto muito do seu cinismo, mas convenhamos… O personagem no musical canta 9 músicas (incluindo a belíssima “Only With You”), no filme depenaram deixando apenas 2 e ainda assim ele consegue destruir. É forçar demais a barra. Não sou um grande fã do Antonio Banderas, mas é inegável que ele é muitíssimo superior. Só é assistir a Guido’s Song que já dá pra perceber:

Penélope Cruz (Carla)

Alguém me explica como ela conseguiu uma indicação ao Oscar em vez da Marion? Porque ser indicada assim por um papel em que você geme e grunhe em vez de cantar, e se esfrega e faz aloka em vez de dançar é uma proeza. Sua atuação durante o filme é até engraçadinha, mas nada que justifique um Oscar, ainda mais levando em consideração que é um musical, e que sua única cena musical é um fiasco. Mais uma vez recorrendo ao revival, “A Call from the Vatican” com a Tony Winner Jane Krakowski:

Fergie (Saraghina)

E agora, por incrível que pareça, é hora de começar os elogios. Fergie surpreendeu a todos. Somos sempre movidos por julgamentos quando é algum cantor que quer se atrever a fazer musical. Nesse caso deu mais do que certo. Fergie arrasa no papel da prostituta Saraghina, em que faz o biotipo sexy, diferente de todas as Saraghinas até então. Óbvio que cantando ao vivo não é exatamente a mesma coisa que ouvimos no filme, mas o que interessa é o que está lá, né? Uma salva de palmas para o poder do estúdio. Segue um vídeo com o ensaio de “Be Italian”, em que você irá entender o que acabei de dizer:

Mas vale a pena conferir Kathi Moss como Saraghina da montagem original da Broadway (apesar de ainda assim preferir a cena no filme).

Tanto a versão original quanto o revival adotaram a Saraghina robusta de 8 1/2. Segue a antológica cena em que Saraghina dança o rumba. É de rolar de rir!

Judi Dench (Lilli)

Judi Dench rouba a cena no papel da figurinista Lilli. Um primor de atuação e não deixa nada a desejar vocalmente em “Follies Bergere”, que fica entre as melhores cenas (mesmo sendo completamente “Razzle Dazzle”). Destaco também seus diálogos fantásticos e suas cenas com Guido, onde ela sempre serve quase como uma válvula de escape para ele.

Kate Hudson (Stephanie)

Em uma palavra: diva. O papel da Stephanie, repórter da Vogue e super fã de Guido, foi criado exclusivamente para o filme. Um risco muito bem tomado. “Cinema Italiano” é, na minha opinião, a melhor música e cena do filme inteiro (apesar de ainda preferir a versão remixada que vem no CD). É incrível como a música conseguiu retratar bem a essência dos filmes do Fellini. Kate Hudson é um arraso, rainha da hairography, luxo, poder, riqueza e sedução.


Marion Cotillard (Luisa Contini)

E por fim, pra ela são três palavras: diva, diva, diva! Marion é sensacional, fantástica, um primor vê-la em cena. A personagem no musical tem mais contato com Guido, ela é uma espécie de assessora (incluindo um visual horrendo de secretária). No filme ela faz a esposa madame que opina muito de vez em quando, deixando-a ainda mais diva. “My Husband Makes Movies” é uma das cenas mais lindas, e quando você pensa que ela não pode ser mais diva, vem “Take It All” na qual se solta sem pudores e prova mais uma vez a grande atriz que é. Se fosse para citar só um motivo que faz Nine valer a pena, sem dúvidas seria Marion.

O musical atualmente encontra-se em cartaz em curtíssima temporada numa montagem no Westchester Broadway Theatre que já conta com a inserção de Cinema Italiano e Take It All na trilha. Ou seja, o roteiro do musical com mais esses detalhes do filme? Isso sim é algo mais do que imperdível!

Mesmo não tendo gostado do filme, ao menos ele serviu para eu conhecer e me aprofundar no musical, que é meu vício atual e mal posso esperar pela montagem brasileira de M&B! Provavelmente é só pro ano que vem e eu já estou aqui na ansiedade e com boa parte do elenco na cabeça (incluindo Stephanie, que tem que ter!) E um detalhe interessante é que o final de todos eles (OBC, revival e filme) são diferentes. O que dá margem para pensarmos que o daqui também pode ser…

Sei que juntar esses grandes nomes num filme musical é uma proeza, pois faz quem não é fã do gênero ir assistir. Porém, nós que somos fãs não nos deixamos levar por isso. Mesmo com essa relação 50/50, o elenco não é o grande problema. Se houvesse mais cuidado com a construção do roteiro, Nine entraria pra lista dos melhores filmes musicais dos últimos tempos. Porém, ele é um filme com grandes números musicais (uns que inclusive arrepiam), uma fotografia linda, e só. O conjunto da obra não vingou a expectativa e as grandes sacadas e nuances foram perdidas.

Um Mês em Um Post Pt I – Janeiro

Olá pessoas, chegou minha hora de também dar uma atualizada por aqui. No final do ano foi complicado por conta de provas, Natal etc. Em janeiro eu ainda tive algumas aulas até quase a metade do mês. Desde então venho curtindo minhas férias com várias hóspedes, o que também me impossibilitou de passar por aqui. Assunto e ideias para posts é o que não faltam, o problema foi tempo mesmo. E nem estou dando isso como desculpa, é mais uma satisfação porque é muito prazeroso ver que o número de visitas aqui no blog continua o mesmo até quando há pouquíssimas atualizações. Então, antes de mais nada, obrigado, e agora que o Leandro está de volta e eu de férias, iremos bombar mais por aqui! Como certas coisas não poderiam passar em branco, vim comentar rapidamente mesmo já sendo assuntos relativamente antigos.

Dalva e Herivelto:

Começando Janeiro em grande estilo, do dia 04 ao dia 08 a Globo exibiu a minissérie “Dalva e Herivelto”, que contou com a presença de várias cantrizes e atores-cantores como Claudia Netto, Soraya Ravenle, Fernando Eiras, Maurício Xavier, Gustavo Gasparani etc, além da direção de M&B nas cenas musicais. Não costumo acompanhar séries/minisséries/etc na tv, mas não perdi um episódio dessa. Roteiro, elenco, músicas, direção, fotografia, tudo magnífico. Impossível não destacar a entrega de Adriana Esteves para compor Dalva de Oliveira, como pode ser visto nesse vídeo, em que ela se emociona só de falar do assunto:

Quando fui assistir “Oui Oui” pela 2ª vez em janeiro, ela estava na plateia e ao tocar “Hino ao Amor” não resisti e tive que olhar sua reação. Óbvio que não foi outra a não ser se emocionar, né? É belíssimo ver esse respeito e a entrega que ela teve, sem dúvidas dignos de aplausos e mais aplausos. Pra quem perdeu (*cof Leandro cof*), já tem completo no YouTube ou se preferir, só é aguardar sair em DVD. Imperdível.

Avenida Q no Canecão:

Dia 20 de Janeiro o espetáculo “Avenida Q” voltou ao Canecão para mais 5 apresentações. Na época eu não sabia o que estava achando mais bizarro. Se era a volta do musical numa casa de shows como o Canecão, a promoção em que o prêmio eram passagens pra NY ou a produção usar os fãs como meio de divulgação. Mesmo sabendo que não seria a mesma coisa, fui. Participei de outra promoção que me deu convites para a estreia. Na hora da retirada dos convites houve demora e confusão. Passado isso na hora de entrar a moça disse que os ingressos estavam inválidos, então tive que voltar para descobrir que tinham destacado a parte da entrada (o que né, affff), enfim, uma desorganização linda. Entrando não avistei nada da tal urna que deveriam ser colocados os cupons da promoção das passagens pra NY, além de descobrir que meus convites eram pra um lugar diferente do que me foi prometido. Deixei pra lá porque sabia que não ia adiantar muita coisa. Era de graça mesmo e ainda sentei do lado da diva inspiradora Carolinie Figueiredo ♥. A promoção também dava direito a um coquetel com os atores, mas óbvio que tinha que dar problema na hora de entrar, e só depois de um stress básico fui conseguir, e isso para ficar numa sala minúscula, lotada e inferno total.

Quanto à peça, as diferenças foram que Carla Matsumoto (que já era sub em SP) interpretou a Japa-Neuza e só posso dizer que é uma cópia total da Claudia Netto, o que no caso, não é uma coisa muito legal. Só que sem dúvidas a culpa não é dela, ela não deve ter tido tempo de compor sua personagem e teve que ser na base do “se vira”. É notável que é uma grande cantriz, tanto que arrasa vocalmente no “The More You Ruv Someone”, só precisava mesmo de tempo e uma direção. Na verdade eu acho que se tiveram ensaios, foram mínimos, pois o pique deles não era o mesmo. Compreensível também, afinal, todos já estavam em outros trabalhos e voltaram pra essas 5 apresentações do nada. E claro, qualquer peça que se preze que vai pra uma casa de shows é pra ficar piorada, não tem como. Sem contar a falta de respeito do público comendo durante, e do próprio Canecão que vem cobrar os consumos antes da peça terminar.

Por conta de uma amiga, acabei voltando no último dia e houve uma melhora no sentido do pique (que eles devem ter reobtido nos próprios dias de apresentação ), mas sem dúvidas não foi a mesma coisa que no Clara Nunes o que só comprova que “tudo há de passar” mesmo. Passou. Prefiro relembrar o último dia no Clara Nunes do que no Canecão. E como havia sido divulgado, seria no último dia que haveria a votação para escolher o vencedor da promoção das passagens de NY… Preciso falar que não teve nada disso?

Agora, o perfil oficial da peça no Twitter está divulgando que eles voltarão com um elenco completamente novo e farão as tais prometidas tours pelo Brasil. É esperar pra ver. Pelo que aparenta a produtora adquiriu os direitos e querem tirar o maior proveito disso, custe o que custar. O mais engraçado também é que eu não sei de onde saiu o lucro, pois 90% das pessoas na plateia eram convidados. Tanto na estreia, quanto no último dia. E ainda teve um dia em que cancelaram a apresentação… Mas enfim… Isso já seria entrar em outro território.

Nine:

Dia 29 de Janeiro estreou Nine nos nossos cinemas. O mais engraçado é que pela cidade toda estava espalhado o pôster, mas quando estreou, eram em pouquíssimas salas… Por mais que já esteja até saindo de cartaz, eu quero fazer uma crítica num post separado. Quero comentar bem detalhadamente e esse post já está grande, ia ficar total Annelise. Só adianto que até gostei, mas com vários detalhes a serem comentados. Não é um Fame 2009 que nem merece ser citado como musical, mas poderia ter sido melhor.

Final da Temporada Carioca do Despertar da Primavera:

Quem esteve presente no dia 31 de Janeiro no teatro Villa-Lobos, sem dúvidas presenciou algo memorável na história do teatro musical brasileiro. Depois de uma temporada de sucesso aqui no Rio, o “Despertar da Primavera” se despediu com louvor. Uma apresentação incrível do início ao fim, com destaque ao “Verão Vermelho”, quando todos se levantaram e aplaudiram antes da música terminar, com uma grande reação de choro, felicidade e encantamento do elenco. Foi lindo, e pra ter um gostinho, o vídeo já pode ser encontrado no YouTube:

Ele por si só já é arrepiante, mas imagine isso ao vivo, e bem de perto vendo quase todo o elenco chorando. No vídeo inclusive eu apareço com maior cara de retardado, chorando feito uma criança. Foi tudo tão intenso que na saída eu fiz aloka total e fui a pessoa mais feliz pegando os autógrafos de quem eu consegui do elenco (afinal, vocês podem imaginar que estava caótico!). Com alguns deles eu nunca nem tinha falado antes, e foi incrível a reação de uma parte me reconhecendo do clássico vídeo que eu fiz com a Raissa. Se por ventura alguém do elenco está lendo isso e eu não falei com você no último dia, é porque não o vi, ou se o vi, você estava muito ocupado no momento. Se não eu teria falado, afinal, eu era a criança no dia 12 de Outubro. E não falei antes das outras 14 vezes que fui pois eu só costumo falar com quem conheço mesmo… Eu não sou tímido, só sou muito na minha mesmo, mas agora questão de honra pegar os autógrafos restantes.

Foi o closing digno que a peça merecia. Considero até então o TOP 1 de todos os musicais brasileiros que já assisti, e mais do que valeu a pena acompanhar todo o processo desde o inicio, a estreia, todas as vezes que eu fui e e o grande final. Desejo a todo elenco, músicos, técnicos e produção muito sucesso em SP, e que venha o prêmio Shell que é de vocês!

Aproveitando pra divulgar a grande iniciativa de disponibilizar o download do CD para todos. Cliquem aqui para o Download. O CD infelizmente não faz jus ao que a peça era ao vivo. Acredito eu que o problema tenha sido mais do estudio, na hora da mixagem. Os instrumentais não são tão bons (e não é karaoke nem midi, dá pra ouvir que é instrumental de verdade mas ficou soando fake), as vozes estão bem alteradas e quando há côro existem vozes mais alta que outras, etc. O ideal teria sido gravar ao vivo como foi feito com a Ópera do Malandro, mas agora já foi… E não deixa de ser um registro.

O que eu tinha pra falar de Janeiro está ai. Amanhã um post com minha critica de Nine, sexta um post com os updates de fevereiro e sábado as novidades. Spread the word, 9PFT is back!

Audição Aberta para Fora de Tom.

Tudo começa quando um jovem advogado vai morar sozinho e conhece sua vizinha meio doida que mora com sua irmã mais nova. Embalados com uma trilha sonora rock e muito humor, Fred e seus amigos vão descobrindo como serem eles mesmos em um mundo tão cheio de possibilidades.

O Fora de Tom é uma comédia rock que vai estrear em 2010 e você pode fazer parte desta realização. Veja as instruções para participar do teste de elenco no blog oficial (clique aqui).

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