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Arquivo para a categoria ‘Musicais – Broadway, Etc’

Dicas de NYC para fãs de musicais

Mesmo tendo (sobre)vivido NYC muito mal, consegui aprender algumas coisas bacanas das quais facilitam e muito a vida de qualquer fã de musicais. Compartilho agora com vocês e, se alguém quiser acrescentar algo, sinta-se à vontade de adicionar nos comentários.

Existem coisas que por mais que a gente leia, ouça outra pessoa falando, não adianta, a gente só aprende na hora mesmo e vendo com os próprios olhos, fazendo. Eu entendo, sei bem como é. Não adianta eu falar pra vocês que é tranquilo, que não precisa se afobar, vocês não irão acreditar até de fato pisarem lá. Mas ao menos recomendo irem com essas dicas em mente, ou anotadas em algum papel, porque vai fazer uma grande diferença no seu bolso.

Ingressos

Muita gente compra os ingressos na internet ainda no Brasil com medo de esgotar e/ou não conseguir lugar bom. Se você é rico e tá podendo, tranquilo. A economia e o teatro americano agradecem. Mas se você não tá podendo tanto assim, saiba que não precisa dessa afobação toda. Você só vai pagar bem mais caro e deixar de gastar dinheiro com outras coisas (até mesmo mais ingressos para outras peças).

Se você acha que aqui no Brasil já é caro, nunca viu a tabela de preços lá fora. O único ingresso que eu comprei antecipado foi Angels in America mas porque seria o último dia (no fim das contas ainda estendeu e eu me fodi bonito, mas não tinha como eu prever isso) e era $85 cada parte, como são duas, ficou no total de $170. Bem carinho. Se você quer assistir Wicked de VIP, vai pagar no mínimo $200. Eu paguei uns $30 na loteria, e se não tivesse comprado antecipado para Angels, teria conseguido por uns $80 os dois. Só paga caro quem é desinformado e preguiçoso (leia-se: turista burro e abobado).

No Playbill.com existe uma lista crucial que vai ajudar e muito durante todo o processo, cliquem aqui para acessá-la. Ela é super atualizada, tanto que eu estava lá com peças estreando e já aparecia a informação bonitinha. Nessa lista você vê as peças que você pode comprar com Student Rush, General Rush, Standing Room e Lottery. Explicando esses processos.

Student Rush: Essa só vale para quem tem carteirinha de estudante. Eu recomendo muito (caso você seja estudante) tirar um ISIC Card antes de ir porque você gasta R$50 aqui e economiza horrores de dólares lá. Enquanto aqui nós pagamos metade do valor da inteira, lá você paga um valor bem abaixo do preço normal. Ele varia, mas fica entre $20-$40. Não passa disso. O local do assento é sempre muito bom, quem escolhe é o vendedor mas acreditem, não fui em nenhum lugar ruim. Ele sempre procura o melhor possível e disponível para lhe dar. Então você vê na lista os que aceitam e a política daquele teatro com isso.

Cada teatro tem sua norma. Você só pode comprar no dia da apresentação, geralmente quando o teatro abre já tem disponível. É melhor ir o mais cedo possível pra garantir, então veja que horas o teatro abre (tem no Broadway.com o horário de cada um), chega lá, pergunta se tem ingresso pra estudante, ele vai falar “tem, é tanto” (valor esse que já está na lista), você paga, fim. Vai curtir seu dia de turista em NYC já tendo um ingresso garantido.

Existem peças que uma carteirinha vale até para dois ingressos! Sem contar que eles não cobram na hora de entrar, ou seja, se você tem algum amigo com a carteirinha que possa comprar o ingresso pra você, compra e depois você entra tranquilamente sem precisar estar com ele ou comprovar nada. Nem todos os teatros aceitam a carteirinha internacional, mas são muito poucos. Eu mesmo não tive problema em nenhum, mas uma amiga já. Mas segundo ela, ela tentou num dia, frescaram, ela foi no outro dia com outro atendente, ele aceitou. Então é só continuar tentando. Novamente, se você é estudante, vale muito a pena. Tire o seu ISIC Card que vai fazer uma diferença muito boa.

General Rush: Esse método tem na maioria das Previews, ou quando o teatro é muito grande e existem lugares nas pontas que ninguém compra (não que seja ruim, mas se pode comprar no centro, pra quê comprar nas pontas pelo mesmo preço?) ou quando a bilheteria tá meio mal. Chegando uma meia hora antes do teatro abrir já dá pra conseguir. Claro, existem exceções. How to Suceedd tinha que chegar uma hora pelo menos, mas Daniel Radcliffe Potter né meu bem. Querendo garantir mesmo chega uma hora que com certeza consegue. A maioria também dá pra comprar dois ingressos sendo só uma pessoa, comprei do Spider-Man assim por $30 cada e o local era muito bom. Platéia lateral, mas sem nenhuma obstrução na frente.

Standing Room: Algumas peças você pode ver em pé, e aí já vai do seu nível de fã e disposição física. Eu aguento tranquilamente. Só dá pra comprar no dia da apresentação no momento que esgotam os lugares. Essa serve mais para os famosos tipo Fantasma da Ópera, Chicago, Mamma Mia!, os que quase sempre estão cheios e os sucessos do momento como Book of Mormon agora. Eu assisti Chicago pagando $26,50 e no que acabou “All that Jazz” a usher falou que eu poderia sentar num lugar lá que estava vazio e caso o dono chegasse, eu levantaria e sairia. Nem foi preciso, paguei barato e fiquei a peça inteira sentado ainda do lado de amigos. O standing room fica no fundo do teatro, pelo nome parece que é uma salinha separada e tal, mas não. Você fica no murinho que fica colado na última cadeira da platéia então não tem cabeças na sua frente. Seu lugar é numerado, ninguém vai roubar e nem vai te faltar espaço. Eu recomendo.

Lottery: Essa é a melhor de todas, mas é mais para quem está preparado para dar umas corridas e passar fortes emoções. Existe um horário pré-determinado para cada teatro, logo, é bom anotar porque dá tempo de perder uma e ir correndo tentar outra. A loteria funciona assim. Você chega no horário determinado, dai tem meia hora pra você escrever seu nome num papel, escolher se quer apenas um ingresso ou dois e colocar no recipiente. Eu recomendo colocar só com uns 15, 10 minutos faltando que ai não fica tão no fundo. Depois dos 30 minutos eles sorteiam um número de ingressos e aí é só rezar. Não esqueça qualquer documento com foto pois eles pedem na hora pra conferir e sim, você que tem que retirar o ingresso. Se você for com amigos, as chances só aumentam.

Em algumas peças, mesmo quem perde, tem o “loser ticket” que é um puta desconto. O diferencial é que os ingressos para os vencedores são na primeira fila, enquanto o dos perdedores é mais atrás. Eu ganhei no Wicked e fui de primeira fila, no American Idiot eu perdi e comprei o de “loser” e ainda assim era na platéia, central, umas 7 fileiras atrás. Particularmente, até prefiro mais atrás. Eles costumam aceitar só em dinheiro, então saia com uns dólares a mais no bolso.

Como já disse, no mesmo dia dá pra tentar várias loterias. Então se perdeu em uma e quer tentar outra, saia correndo em direção a próxima. Em um dia só eu tentei três, não ganhei em nenhuma, fui assistir Chicago em pé. Sem contar que participar de uma loteria deve fazer parte da sua lista de experiências em NYC.

Sites de Descontos:  Você pode também tentar a loteria, e caso perca mas ainda assim queira ir muito naquela peça, comprar um ingresso normal usando descontos. Nesse site aqui (BroadwayBox) você pode tanto já comprar adiantado como imprimir os cupons de desconto. Então você já pode levar impresso e só comprar na hora com desconto. Tem também o Hiptix que você se cadastra e paga $20 nas peças associadas ao Roundabout (no momento a mais famosa Anything Goes, mas as produções deles são muito boas), LincTix (para as do Lincoln Center) e o TheaterMania (esse é mais carinho, mas não custa dar uma olhada que a gente nunca sabe).

TKTS: São 3 booths espalhados por NYC (sendo o mais famoso o da Times Square) e dá até pra comprar um dia antes da peça, mas vou ser sincero e falar que nem vale muito a pena. Eu realmente não entendo como todo mundo recomenda a TKTS. A maioria das peças que estão lá, você consegue pelos outros métodos já citados aqui. A não ser que realmente não tenha nenhum outro jeito disponível, ai é mais válido do que comprar na bilheteria sem dúvidas. Se você perder tudo, não conseguiu imprimir desconto a tempo, corre lá que com meia hora antes da peça começar ainda dá tempo. Eu comprei Avenue Q por $60, mas isso é pagar caro porque tinha General Rush na época (tava doente, não me julguem!).

Dica Final: A maior dica que eu posso dar é para serem extremamente caras de pau! É só sair perguntando, falando, que dá certo. O La Cage tinha Student Rush, mas só podia comprar dois ingressos. Eu falando com o cara, ele deixou três. Antes mesmo de NYC, quando fui no teatro em Tampa, eu perguntei se tinha estudante no Wonderland e nem tinha. A moça me deu um desconto de natal imaginário e pronto, ingresso mais barato. O fato é que lá os teatros quase sempre não estão cheios, é muita concorrência. Então eles querem te vender! Então usando o bom jeitinho brasileiro (porém com educação), se consegue. Claro, sempre vai ter um que não vai deixar, mas aí você sai e tenta em outro teatro e deixa aquele pra outro dia com outro atendente.

O importante é se jogar. Se você tiver disposição, não se importar de andar, ter cara de pau de sair falando, perguntando, pedindo, ser um verdadeiro fã de musicais, pode ter certeza que irá economizar uns dólares consideráveis. Na minha próxima viagem eu já sei que comprarei tudo de estudante e tentando loterias com muitos descontos impressos no bolso.

Stage Door

Essa é para quem faz questão de falar com os atores, pegar autógrafos, tirar fotos, etc. A maioria dos atores são muito rápidos, então no momento que a peça acabar, corra! Compre o programa e o que mais tiver pra comprar na entrada ou no intervalo, na saída fica impossível e você com certeza vai perder alguns deles. Em alguns teatros a saída dos atores fica do outro lado, tipo Mary Poppins, Billy Elliot, tinha que dar a volta no teatro e só nessa voltinha muita gente já pode ter saído. Então é, prova de maratonista mesmo. E não se decepcione se alguém que você admira muito não sair, as vezes tá muito frio, as vezes não saem na matinê, as vezes ele já saiu e você já perdeu, entre tantos outros motivos. Só que ai você pode muito bem ir outro dia, mesmo que não vá ao teatro, é só passar ali perto quando a peça tiver acabando que você consegue. Também ande muito de metrô de olhos abertos que você vai ver muita gente por lá.

Souvenirs

Existem muitas lojinhas de souvenirs, mas a maioria coloca o preço acima do que você de fato irá encontrar no teatro. Então se você vai assistir Wicked e quer comprar algo do Wicked, compre no teatro! Só compre nessas lojinhas o que de fato você não vai assistir, musicais que já fecharam, etc. Só que ainda assim, existem lojas mais careiras que outras. É bom ir analisando tudo e memorizando as lojas mais baratas, dai você depois vai outro dia e compra o que tem pra comprar. Para partitura, songbooks, etc, existe a Colony pertinho da TKTS, achei incrível mas acho que devem existir mais baratas (até mesmo pela localização dessa). Quanto a isso não posso ajudar muito novamente pelos problemas que tive, mas andando vocês irão ver lojas e mais lojas. Na minha próxima ida entrarei em todas com certeza, e aí já faço uma listinha mais decente.

Metrô

Mesmo que você fique num albergue muito longe, não interessa onde você esteja, você vai chegar na Times Square de metrô! Ele é 24h, eu mesmo vagando pelas altas madrugadas da vida nem me senti ameaçado em ser assaltado e depois que você pega o espírito da coisa, fica tranquilo. Nos primeiros dias você vai se perder e tudo mais, mas é simples. É só você entender os sentidos que você deve seguir que depois disso, tudo parece fácil.  Sai perguntando, faz parte da aventura. E se você for ficar por uma semana, existe um bilhete semanal ilimitado que fica mais barato que ficar comprando ida e volta toda hora. Eu fiquei um mês e poderia ter comprado o mensal também que sai ainda mais barato, mas na época nem sabia que ficaria esse tempo todo. O bilhete do metrô também é aceito no ônibus, então ainda dá pra passear pela cidade curtindo a paisagem.

Restaurantes

Sardi’s:  É um restaurante famoso por ser frequentado por atores da Broadway e possui caricaturas autografadas dos mais famosos nas paredes. Seria tipo o La Fiorentina aqui do Rio só que não tão caro. Pensei que fosse ser bem caro, mas não, dá pra ir numa boa. Quando eu fui almoçar o Robin de Jesus tava saindo e lá dentro estava o Matt Cavenaugh. Isso num horário super ruim, imagino que no jantar você ainda esbarre com ainda mais atores.

Ellen’s Stardust: É o típico restaurante com garçons-cantores, mas nível Broadway, claro. Muitos atores de hoje em dia já passaram por lá e com certeza é uma experiência no mínimo divertida. Eu passei na frente e vi pela janela e parece ter uma vibe bem legal, tá na minha lista para próxima.

Olive Garden: Quando cansar de Mc Donald’s e de lugares musicais, esse restaurante fica atrás da escadaria da TKTS e também não é nada muito fora do comum em termos de preço. A comida é tranquila, e se forem, procurem o garçom Leo (fale “liô” pros americanos te entenderem) e deem gorjeta. Ele é o cara que salvou minha vida gente, acho válido.

No geral, acho que é isso. Espero numa próxima poder dar mais dicas e novamente, quem é mais viajado do que eu, sinta-se à vontade de adicionar mais dicas nos comentários.

Crioula – A Vida de Elza Soares

Amigos,

O Ciclo de Leituras de Musicais Brasileiros tem feito na Casa da Gávea um ótimo trabalho estudando e cantando a vida de diversos ícones da nossa música e nesta segunda a homenageada é a cantora Elza Soares. A leitura contará com Isabel Fillardis, Jorge Luis Cardoso, Lilian Valeska, Sheila Matos e outros. O texto e direção são da Stella Miranda. Segue o flyer:

  

A entrada é gratuita, mas o espaço é limitado. As senhas serão distribuídas no dia, então, eu aconselho chegar cedo.

Abreijos,

Tony Awards 2010 – Indicações; Previsões; Comentários e Resultados

Em questão de algumas horas teremos a maior cerimônia de premiação do teatro americano. É chegada a hora do Tony Awards 2010!

Comecei a acompanhar o Tony em 2007 quando de fato me viciei nos musicais. É uma das melhores formas para novos fãs descobrirem novas peças já que é nele que conferimos em pequenos momentos os melhores dos melhores em cartaz. Claro que depois assisti várias gravações dos anos anteriores e desde então não perco um, sendo a única premiação que de fato ainda assisto por inteiro.

Confesso que esse é o primeiro ano em que não estou tão animado quanto os anteriores, mas como bom fã de musical, não poderia ficar de fora.

Sendo assim, segue a relação dos indicados (somente nas categorias musicais) e minha previsão dos vencedores:

[Atualização com Vencedores em Vermelho]

Melhor Musical
American Idiot / Fela! / Memphis / Million Dollar Quartet

Previsão: Memphis. CONFIRMAMOS

Melhor Texto
Everyday Rapture / Fela! / Memphis / Million Dollar Quartet

Previsão: Memphis. CONFIRMAMOS

Melhor Trilha Original
The Addams Family / Enron / Fences / Memphis

Previsão: Memphis. CONFIRMAMOS

Melhor Remontagem
Finian’s Rainbow / La Cage / A Little Night Music / Ragtime

Previsão: La Cage aux Folles. CONFIRMAMOS

Melhor Ator Protagonista
Kelsey Grammer, La Cage aux Folles
Sean Hayes, Promises, Promises
Douglas Hodge, La Cage aux Folles
Chad Kimball, Memphis
Sahr Ngaujah, Fela!

Previsão: Douglas Hodge, La Cage aux Folles. MAIS UM!

Melhor Atriz Protagonista
Kate Baldwin, Finian’s Rainbow
Montego Glover, Memphis
Christiane Noll, Ragtime
Sherie Rene Scott, Everyday Rapture
Catherine Zeta-Jones, A Little Night Music

Previsão: Montego Glover, Memphis Por essa NINGUÉM esperava. Olha a zebra aí!

Melhor Ator Coadjuvante
Kevin Chamberlin, The Addams Family
Robin De Jesús, La Cage aux Folles
Christopher Fitzgerald, Finian’s Rainbow
Levi Kreis, Million Dollar Quartet
Bobby Steggert, Ragtime

Previsão: Levi Kreis, Million Dollar Quartet. CONFIRMAMOS

Melhor Atriz Coadjuvante
Barbara Cook, Sondheim on Sondheim
Katie Finneran, Promises, Promises
Angela Lansbury, A Little Night Music
Karine Plantadit, Come Fly Away
Lillias White, Fela!

Previsão: Katie Finneran, Promises, Promises. CONFIRMA MAIS UM.

Melhor Direção
Christopher Ashley, Memphis
Marcia Milgrom Dodge, Ragtime
Terry Johnson, La Cage aux Folles
Bill T. Jones, Fela!

Previsão: Terry Johnson, La Cage aux Folles. CONFIRMADO

Melhor Cenografia
Marina Draghici, Fela!
Christine Jones, American Idiot
Derek McLane, Ragtime
Tim Shortall, La Cage aux Folles

Previsão: Christine Jones, American Idiot CONFIRMADO

Melhor Figurino
Marina Draghici, Fela!
Santo Loquasto, Ragtime
Paul Tazewell, Memphis
Matthew Wright, La Cage aux Folles

Previsão: Matthew Wright, La Cage aux Folles OOOPS…

Melhor Iluminação
Kevin Adams, American Idiot
Donald Holder, Ragtime
Nick Richings, La Cage aux Folles
Robert Wierzel, Fela!

Previsão: Kevin Adams, American Idiot CONFIRMADO

Melhor Design de Som
Jonathan Deans, La Cage aux Folles
Robert Kaplowitz, Fela!
Dan Moses Schreier and Gareth Owen, A Little Night Music
Dan Moses Schreier, Sondheim on Sondheim

Previsão: Robert Kaplowitz, Fela! CONFIRMADO

Melhor Coreografia
Rob Ashford, Promises, Promises
Bill T. Jones, Fela!
Lynne Page, La Cage aux Folles
Twyla Tharp, Come Fly Away

Previsão: Twyla Tharp, Come Fly Away Oooops

Melhor Orquestração
Jason Carr, La Cage aux Folles
Aaron Johnson, Fela!
Jonathan Tunick, Promises, Promises
Daryl Waters & David Bryan, Memphis

Previsão: Memphis CONFIRMADO

Resultado das previsões do 9PTFT. Acertamos 12 e erramos 03 e vocês???

Removi as indicações de peças pois estou bem por fora delas , mas para a lista completa dos indicados, clique aqui.

Espero ser surpreendido e motivos que me fariam amar esse Tony: Melhor Musical para American Idiot ou Fela!, Melhor Roteiro para Everyday Rapture e Melhor Atriz Protagonista para Sherie Rene Scott. Se algum desses acontecer, podem ter total certeza que irei vibrar feito um idiota.

Segunda postaremos os vencedores. Se alguém mais fez previsões, sintam-se à vontade de comentarem com elas.

Um ótimo Tony para todos! Aos que não vão assistir ao vivo (por motivos bem óbvios), podem deixar que assim que cair na internet eu disponibilizo aqui.

Broadway on The Radio

Outro dia estava vendo uma discussão no Orkut (sim, Orkut ainda existe) sobre as rádios brasileiras, que não tem nenhum programa dedicado a canções de musicais. Seja por falta de interesse cultural ou financeiro em divulgar este tipo de músicas ou por outra razão excusa, hoje em dia já não há mais motivo de se ouvir rádio mesmo. É sempre a mesma ladainha, as mesmas músicas, os mesmos jabás. Se antes eu só escutava o rádio para ouvir notícias e saber se o trânsito estava bom, hoje vejo as notícias no celular e, se estou dirigindo, as notícias do trânsito estão no GPS. As rádios AM/FM como conhecemos tendem a deixar em breve de existir.

Entretanto, as rádios via internet, que focam em públic0s específicos, vem crescendo cada vez mais. E para quem gosta de música alternativa, seja ela qual for, hoje você pode conectar e encontrar uma rádio que seja a sua cara.

Atualmente eu tenho escutado as rádios do site americano AccuRadio – www.accuradio.com Dentro do site existem diversos canais e nem preciso dizer que meu canal favorito é o AccuBroadway. São 24 horas só de música, com poucas propagandas sobre os outros programas da própria rádio. E independente do horário, você pode escolher qual programação quer escutar. Só de Showtunes são vários, dentre eles: Simply Sondheim, Pop Versions, Just Gershwin, Overtures, Finales, Tony Awards, Signature Songs, London Casts, Revivals, Broadway for Kids, Broadway for College Students, Jazz Versions, Now Playing e diversos outros.

Para quem tem iPhone, iPod Touch ou iPad a AccuRadio possui um aplicativo grátis que você pode baixar e personalizar suas rádios.

Recentemente a AccuRadio, junto com outras rádios online como a Pandora e a RadioO assinaram um contrato com as gravadoras americanas para o pagamento de royalties, válido até 2015, então todo o processo das rádios online participante do acordo é legalizado, nada de pirataria.

E vocês? Conhecem alguma rádio no Brasil que toque showtunes? Há alguma rádio online tocando musicais brasileiros? Se tiverem dicas, deixem seus comentários e dicas por aqui.

Abreijos,

In Love With Jobim – NYC

A Série de Leituras da The New York Theatre Company apresentou nos dias 7 e 8 de abril, sessões gratuitas de um novo musical: In Love With Jobim.

Dirigida por Pamela Hunt e com direção musical de Matt Castelo, o musical foi lido por Ron Bohmer (Ragtime) Tim Jerome (Tarzan) Jennifer Sheenah (Radio City Christmas Spectacular) e Nick Spangler (The Fantasticks).

O musical segue o libretto de Ernest Chambers com música de Antonio Carlos Jobim e letras versionadas para o inglês por Norman Gimbel, Gene Lees, Ray Gilbert, Jon Hendricks, Cavanaugh Jessie e do próprio maestro Tom Jobim.

O musical é  uma comédia romântica de um ato com algumas das maiores canções do maestro brasileiro. A música embala um triângulo amoroso com muita comédia. O score inclui “Garota de Ipanema”, Samba de Uma Nota Só”, “Corcovado” e outras.

Ainda não tenho informações sobre o que o público achou da leitura. Quem souber, por favor comente aqui. Quem sabe em breve nos palcos off-off-broadway não surja uma oportunidade para a boa música brasileira?

Nine: nella mia anima, cinema italiano!

Séculos depois do lançamento do filme aqui no Brasil, aqui está minha critica de Nine! Por um lado foi bom ter demorado, pois após assistir ao filme pela primeira vez, minha reação foi simplesmente não saber o que tinha achado. Eu fiquei imaginando o que escreveria, como descrever algo que você nem sabe se gostou ou não. Tinha sido uma experiência simplesmente morna e não mexeu nada comigo. Quem acompanha o blog sabe que minhas críticas ou são elogios fervorosos ou é detonando por completo, sou movido a isso, o material precisa ter alguma relação comigo para a crítica sair. Eu acabaria entrando num complexo de Guido “How do you begin? Page 1, page 1, page 1…” hahaha. Reassisti ao filme em seguida e dessa vez tive a certeza de que não tinha gostado. E então foi a hora de colocar na cabeça ”preciso assistir ao musical, não é possível que isso tenha ganhado o Tony”. E nesse meio tempo em que não pude postar tive a oportunidade de assistir aos vídeos da montagem original e do revival da Broadway e também ao filme que inspirou o musical, 8 1/2. E aí sim eu entendi e cheguei à conclusão que o problema é da adaptação.

O filme é baseado no autobiográfico 8 1/2 do Fellini, que conta a história de Guido Contini, renomeado diretor que ao completar 40 anos entra num bloqueio criativo e não consegue escrever o roteiro de seu próximo filme. Durante o decorrer desse processo, conhecemos melhor seu passado e as mulheres que fazem e sempre farão parte de sua vida. 8 1/2 é um filme genial. Direção, fotografia, trilha sonora, atuação, construção de roteiro, etc. Só não vou me empolgar que se não acabo mudando o foco, mas recomendo sem dúvidas pra qualquer pessoa que se diga apaixonada por cinema. Muitos fãs do filme devem abominar as adaptações musicais que ocorreram, é complicado mesmo fazer um musical em cima de um filme do Fellini, mas eu como fã adorei. O roteiro de Arthur Kopit é super bem construído seguindo ao máximo (na medida do possível) a linha de 8 1/2 e as músicas de Maury Yeston são fantásticas, catchy e com ótimas letras.

O filme, obviamente não poderia deixar de ser diferente, pela simples razão da linguagem para o cinema ser outra. Muita gente não gosta quando se compara o musical original com o filme, mas isso é inevitável. O objetivo do filme não é ser uma cópia exata, mas ser uma boa adaptação e que no fim das contas, transforme-se em um bom filme. Rob Marshall conseguiu esse feito em Chicago e no Annie da Disney, mas não em Nine. O maior problema está no roteiro. A forma como foi construído é monótona. Aparece uma mulher, ela canta, some. Aparece outra, faz o mesmo, some… Não há uma ligação entre elas. A fotografia é linda, conta com grandes números musicais showstopper, mas a mesma concepção de Chicago não funcionou nesse caso. Se algum dia Marshall for dirigir uma adaptação de Follies, ai sim acredito que funcionaria magnificamente.

O elenco conta com grandes nomes do cinema hollywoodiano, mas sabemos que isso num musical nem sempre quer dizer boa coisa.  Começando em ordem do pior para o melhor na minha opinião:

Sophia Loren (Mamma)

O que dizer? Poderiam ter colocado um espantalho no lugar que ninguém se daria conta. Fiquei esperando o momento em que ela começaria a cantar “If I Only Had a Brain”, mas não, ela canta “Guarda La Luna” (música feita para ela cantar, ou seja, bem fácil e boring) que por muito pouco não me fez dormir… O filme cortou a música “Nine”, que é linda e na minha opinião importante para trama. Mas Marshall não quis e tirou, além de várias cenas cortadas deixando o papel da mãe de Guido pequeno. É um personagem que deveria ser importante, mas que na adaptação fica pra trás completamente.

Nicole Kidman (Claudia)

Sou fã  da Nicole, acho-a perfeita, linda e maravilhosa. Porém sua participação no filme não poderia ter sido mais apagada. Seu papel é de uma musa inspiradora, mas tudo que ela tem a seu favor nesse sentido é a beleza. O papel seria de Catherine Zeta-Jones que queria que o papel fosse aumentado. Marshall recusou, e assim entrou Nicole.  Zeta-Jones sem dúvidas deve ter dado umas gargalhadas ao assistir o filme. Uma atuação fraca e o que falar de “Unusual Way”? Uma das melhores músicas do musical, completamente destruída. Estúdio puro pra uma gravação fria, super grave e provavelmente uns zilhões de tons abaixo do original. Uma pena. Caso queira ouvir a música sendo cantada de verdade, o vídeo com a fantástica Laura Benanti:

Daniel Day-Lewis (Guido Contini)

Daniel Day-Lewis só tem a seu favor uma coisa: o charme. Existem atuações que compensam o fato do ator não ser tão bom cantor (como no caso de Pierre Baitelli no Despertar, que inclusive melhorou horrores no processo da peça), mas esse não é um desses casos. Gosto muito do seu cinismo, mas convenhamos… O personagem no musical canta 9 músicas (incluindo a belíssima “Only With You”), no filme depenaram deixando apenas 2 e ainda assim ele consegue destruir. É forçar demais a barra. Não sou um grande fã do Antonio Banderas, mas é inegável que ele é muitíssimo superior. Só é assistir a Guido’s Song que já dá pra perceber:

Penélope Cruz (Carla)

Alguém me explica como ela conseguiu uma indicação ao Oscar em vez da Marion? Porque ser indicada assim por um papel em que você geme e grunhe em vez de cantar, e se esfrega e faz aloka em vez de dançar é uma proeza. Sua atuação durante o filme é até engraçadinha, mas nada que justifique um Oscar, ainda mais levando em consideração que é um musical, e que sua única cena musical é um fiasco. Mais uma vez recorrendo ao revival, “A Call from the Vatican” com a Tony Winner Jane Krakowski:

Fergie (Saraghina)

E agora, por incrível que pareça, é hora de começar os elogios. Fergie surpreendeu a todos. Somos sempre movidos por julgamentos quando é algum cantor que quer se atrever a fazer musical. Nesse caso deu mais do que certo. Fergie arrasa no papel da prostituta Saraghina, em que faz o biotipo sexy, diferente de todas as Saraghinas até então. Óbvio que cantando ao vivo não é exatamente a mesma coisa que ouvimos no filme, mas o que interessa é o que está lá, né? Uma salva de palmas para o poder do estúdio. Segue um vídeo com o ensaio de “Be Italian”, em que você irá entender o que acabei de dizer:

Mas vale a pena conferir Kathi Moss como Saraghina da montagem original da Broadway (apesar de ainda assim preferir a cena no filme).

Tanto a versão original quanto o revival adotaram a Saraghina robusta de 8 1/2. Segue a antológica cena em que Saraghina dança o rumba. É de rolar de rir!

Judi Dench (Lilli)

Judi Dench rouba a cena no papel da figurinista Lilli. Um primor de atuação e não deixa nada a desejar vocalmente em “Follies Bergere”, que fica entre as melhores cenas (mesmo sendo completamente “Razzle Dazzle”). Destaco também seus diálogos fantásticos e suas cenas com Guido, onde ela sempre serve quase como uma válvula de escape para ele.

Kate Hudson (Stephanie)

Em uma palavra: diva. O papel da Stephanie, repórter da Vogue e super fã de Guido, foi criado exclusivamente para o filme. Um risco muito bem tomado. “Cinema Italiano” é, na minha opinião, a melhor música e cena do filme inteiro (apesar de ainda preferir a versão remixada que vem no CD). É incrível como a música conseguiu retratar bem a essência dos filmes do Fellini. Kate Hudson é um arraso, rainha da hairography, luxo, poder, riqueza e sedução.


Marion Cotillard (Luisa Contini)

E por fim, pra ela são três palavras: diva, diva, diva! Marion é sensacional, fantástica, um primor vê-la em cena. A personagem no musical tem mais contato com Guido, ela é uma espécie de assessora (incluindo um visual horrendo de secretária). No filme ela faz a esposa madame que opina muito de vez em quando, deixando-a ainda mais diva. “My Husband Makes Movies” é uma das cenas mais lindas, e quando você pensa que ela não pode ser mais diva, vem “Take It All” na qual se solta sem pudores e prova mais uma vez a grande atriz que é. Se fosse para citar só um motivo que faz Nine valer a pena, sem dúvidas seria Marion.

O musical atualmente encontra-se em cartaz em curtíssima temporada numa montagem no Westchester Broadway Theatre que já conta com a inserção de Cinema Italiano e Take It All na trilha. Ou seja, o roteiro do musical com mais esses detalhes do filme? Isso sim é algo mais do que imperdível!

Mesmo não tendo gostado do filme, ao menos ele serviu para eu conhecer e me aprofundar no musical, que é meu vício atual e mal posso esperar pela montagem brasileira de M&B! Provavelmente é só pro ano que vem e eu já estou aqui na ansiedade e com boa parte do elenco na cabeça (incluindo Stephanie, que tem que ter!) E um detalhe interessante é que o final de todos eles (OBC, revival e filme) são diferentes. O que dá margem para pensarmos que o daqui também pode ser…

Sei que juntar esses grandes nomes num filme musical é uma proeza, pois faz quem não é fã do gênero ir assistir. Porém, nós que somos fãs não nos deixamos levar por isso. Mesmo com essa relação 50/50, o elenco não é o grande problema. Se houvesse mais cuidado com a construção do roteiro, Nine entraria pra lista dos melhores filmes musicais dos últimos tempos. Porém, ele é um filme com grandes números musicais (uns que inclusive arrepiam), uma fotografia linda, e só. O conjunto da obra não vingou a expectativa e as grandes sacadas e nuances foram perdidas.

Notícias do West End

Olá Pessoal do Blog,

Acabei de voltar de viagem e já estou recebendo emails e tweets cobrando comentários sobre a temporada de teatro na Europa. Como era uma viagem de trabalho, não consegui postar de lá no Blog, mas como agora estou de férias, tudo fica mais fácil.

Levei comigo nessa viagem 15 adolescentes de 13 a 17 anos e é claro que inclui 04 peças básicas para que eles pudessem aprender um pouco mais sobre teatro musical. Ao final da viagem, eles fizeram uma eleição para definir qual delas era a melhor e vejam o resultado:

1 – We Will Rock You, por maioria absoluta

2 – The Lion King

3 – The Phantom of The Opera

4 – Wicked, quase empatado com Phantom

Em relação a essas peças, acho que todos aqui já conhecem os enredos, mas farei comentários sobre os elencos e produção:

1 – We Will Rock You – Eu já havia assistido o musical em Toronto, mas assistir em Londres foi uma outra experiência. Se eu já gostava da montagem canadense de WWRY, agora gosto 10 vezes mais. Mesmo para quem não é fã do Queen, não há como não se deixar levar pelos solos de guitarra e os efeitos visuais da peça. O Peter Murphy estava de folga e o understudy Ross Hunter assumiu o papel de Galileo e foi ótimo. A voz desse estreante no West End é muito bem trabalhada, principalmente nos agudos que ele precisa sustentar por longos compassos. Já a Sabrina Aloueche (Scaramouche) fica à sombra de Ross, não sei se ela não estava num bom dia. A Killer Queen na montagem canadense era uma negra bem gordinha com uma voz linda e fui esperando ver um personagem parecido, mas eis que surge do chão (adoro quando personagens surgem do chão, é bem apoteótico!!!) uma Killer Queen branca, magra com um perucão ruivo, drag queen total. Quando ela abriu a boca e começou a cantar eu fiquei doido! Ela é EXCELENTE, sem dúvida a presença mais marcante do elenco. Seu nome é Mazz Murray. WWRY é um musical empolgante e que recomendo que corram, pois sairá de cartaz no final do ano.

The Lion King – Por ser uma montagem padrão Disney, tudo é idêntico ao de NYC. Sem tirar nem por. Mas o Lyceum Theatre é muito bonito. A apresentação que fomos era adaptada para surdos, então foi toda legendada com prompts dos dois lados do palco. Ideia bem interessante a ser copiada por aqui. Tanto pela inclusão de pessoas com certos tipos de deficiência quanto na montagem de Jukebox Musicals como Mamma Mia ou We Will Rock You com canções no original. Em relação ao elenco, meu destaque positivo vai para a ótima Brown Lindiwe Mkhize. Essa sulafricana faz um excelente e carismático Rafiki. Contudo, o trabalho de preparação das crianças que fizeram o Simba e a Nola deixa a desejar, os atores mirins por diversas vezes não atingem as notas e tem-se a nítida impressão de que estão perdidos no palco.

3 – The Phantom of The Opera – O Fantasma completa esse ano 24 temporadas de sucesos no West End. Um clássico cuja montagem atualmente é bem criticada devido ao fato da produção não ter nunca sido atualizada. Muitos efeitos especiais e novas tecnologias já poderiam ter sido implementadas, mas o original prevalece. O trio principal é composto por três ótimos atores cantores: David Shannon (Phantom), Gina Beck (Christine) e Simon Bailey (Raoul). Interessante notar que anterior ao Fantasma, os três atores já dividiam palco em Les Mis, respectivamente como Marius, Cosette e Enjolras. O Her Majestys Theatre é muito bem distribuído. Assisti do Circle com uma ótima visão. Interessante notar que os teatros em Londres, em sua maioria, são compactos e que os Circles são colocados logo acima da Orchestra, então você mesmo do segundo circle não fica tão distante do palco como no Teatro Abril, por exemplo. Engraçado que pela primeira vez assistindo a Phantom eu torci pelo Raoul. Geralmente o Raoul é um personagem mais infantil e bobo e o vejo até como um playboy mimado, mas o Simon faz uma convincente interpretação do Raoul, deixando o Fantasma para trás até na voz.

4 – Wicked – Com cenários mais compactos que a produção americana, Wicked, no Apollo Theatre é um blockbuster dos musicais. Apesar da localização do teatro ser numa área não muito segura para se andar à noite, vale a pena assistir pela performance de Dianne Pilkington como Glinda. Ela consegue fazer o público rir sem parar em todas as cenas que participa. Desde a entrada pendurada na bolha com a sua frase: It´s lovely to see ME, isn´t it? Até a última nota, Dianne rouba a cena e deixa pouco espaço para a Alexia Khadime, aparecer com seu brilho da verde Elphaba. Alexia não estava num bom dia e não conseguiu acertar as notas finais de Defying Gravity e nem de No Good Deed, o que me decepcionou um pouco. Oliver Tompsett faz um Fiyero bem superficial, mas nada que atrapalhe ou incomode muito.

Para quem nunca viu musicais ao vivo em Londres ou NYC recomendo estes acima. Se você já passou do nível básico, continue lendo as dicas:

Avenue Q – Não tem mais tanta graça ver Avenue Q depois da excelente montagem brasileira. Em Londres é interessante notar que algumas piadas e letras foram alteradas do original, que voltou para Off-Broadway. A montagem londrina também está de mudança para um teatro menor a partir de 19 de março. Para quem for assistir, até 13 de Março ma peça está no Gielgud Theatre e depois vai para o Wyndham´s. O destaque do elenco é a Cassidy Janson que faz Lucy e Kate. A Christmas Eve e o Brian são muito fracos e você torce para que as cenas deles acabem rápido.

Sister Act – Mais um musical baseado em um filme. E nesse caso um dos meus filmes queridos e já sabem que não se mexe com um filme querido… As consequências podem ser drásticas (rsrsrs) Apesar de um lindo cenário, ótima iluminação e das críticas positivas que recebeu desde a sua estreia, acho que o musical não empolga. O score é muito chatinho. Sheila Hancock é muito boa como Sister Marie Clarence. Mas Whoopi é Whoopi. Vá em último caso.

Priscilla – O festivo musical que ficou 18 meses em cartaz na Austrália chegou ao West End na primavera de 2009 e é considerado pelo público britânico o queridinho da temporada. Tanto que recebeu 07 indicações para o What´s On Stage Awards 2010, o prêmio que é dado exclusivamente pelo voto do público para as melhores peças em cartaz em Londres. A montagem é ultra colorida, com figurinos que lembram os originais do filme, afinal foram feitos pela mesma equipe. Diferente de Sister Act, as canções são da trilha sonora do filme, misturadas com clássicos da disco e gay music, incluíndo um medley de Kylie Minogue, e composições inéditas. Uma festa perfeita e alegre, muito alegre, if you know what I mean.

Waiting for Godot – Nem só de musicais vive o West End. Se você estiver a caminho de Londres até o dia 03 de Abril, não perca a última oportunidade de ver a aclamada montagem de Esperando Godot com os incríveis Sir Ian McKellen e Roger Rees, dois monstros do teatro britânico. O clássico de Samuel Beckett é considerado a mais importante peça do movimento do teatro do absurdo e foi votada como o texto de teatro inglês mais significativo do século XX (apesar de ter sido escrita primeiramente em francês e depois traduzida para o inglês pelo próprio Beckett). A montagem é dirigida por Sean Mathias, que dirigiu o filme Bent, e foca muito no aspecto de comédia, deixando o lado trágico e filosófico do texto um pouco para trás. Não é a melhor montagem de Esperando Godot, mas com certeza assistir McKellen como Estragon e Rees como Vladimir, ambos veteranos da Royal Shakespeare Company, é uma rara e preciosa aula de teatro.

Outras opções como Oliver, Chicago, Les Mis, Jersey Boys, Hairspray (só até 28 de Março), Billy Elliot, Grease, Legally Blonde, Mamma Mia e diversas outras também continuam em cartaz. Para este ano a grande estreia original é sem dúvida Love Never Dies. A cidade está repleta de posters de divulgação e as previews começam dia 20 de Fevereiro com estreia prevista para Março.

Cada estação do metrô tem pelo menos 05 desses.

Outra estreia que vai sacudir a capital inglesa é o remake de Hair, seguindo a montagem atual da Broadway, que estreia dia 01 de Abril no mesmo Gielgud Theatre, onde hoje está Avenue Q.

Uma boa dica para quem vai para Londres é sempre levar algum tipo de carteira de estudante. Os teatros de Londres possuem uma política de Student Rate. É uma tarifa limitada para ingressos mais baratos. Pode ser comprado com antecedência ou na hora, desde que haja disponibilidade de ingressos. No Sister Act, por exemplo, o ingresso normal chegava até GBP 75,00 e a peça custava GBP 25,00 para estudantes. O preço é válido para o melhor assento disponível no momento da compra. Sendo assim dá para conseguir bons lugares na Orquestra pagando um preço mais em conta do que no Circle. Os descontos são somente válidos para ingressos comprados na bilheteria de cada teatro.

Saindo de Londres, foi muito interessante observar como os musicais tem se tornado mais populares em outras cidades. Olhem só essa mini galeria de fotos:

A Noviça Rebelde em Edimburgo

Spamalot em Paris

Mamma Mia em Amsterdan

E 2010 promete! Várias produções interessantes no eixo Rio-Sampa começam a estrear logo após o Carnaval.

Só para terminar o post, descobri andando por Paris, que meu colega de Blog é um excelente cozinheiro e empreendedor! Olhem o que eu achei na esquina da Champs Elysees com a George V:

hummm... Charles, como você nunca me falou disso antes!!!???

Abreijos e até o próximo post,

It’s Gonna Be a Happy New Year!

Daqui a poucas horas chega 2010 e com ele planos e mais planos para um ano novo melhor que o anterior. 2009 foi fantástico, todos os nossos planos deram certo e se tivessémos que mudar alguma coisa seriam coisas mínimas. Sem contar que foi um ano maravilhoso para os musicais no Brasil, e um ano meio morninho lá fora.

Os planos para 2010 estão fervilhando e com tantos projetos tanto aqui no Brasil quanto na Broadway e no West End. Só para o início do ano temos várias estreias no teatro como Gaiola das Loucas, Gypsy e Versão Brasileira dentre outras aqui no Rio, várias estreias em Sampa também. Lá fora Adams Family, revival de Godspell e Spider-Man (será que sai mesmo?) em NYC e Love Never Ends em Londres. Hoje o Perez Hilton divulgou que em NYC especula-se que AVATAR vire musical até o fim do ano que começa amanhã.

Aqui no Blog teremos novidades para 2010 também, mas antes de contar a primeira novidade do Blog para Janeiro de 2010, vamos eleger o TOP 5 do Nine People´s Favorite Thing em 2009.

5 - Diversificação do público que vai ao Teatro – Aumento do número de jovens nas plateias, principalmente nos musicais. Este ano, seja pelos temas abordados nas peças seja por uma divulgação alternativa sobre teatro, as salas que sempre ficaram lotadas de vovós agora as vovós estão levando os filhos, netos e netos das amigas!

4 – Indicação de Musicais Originais para o Tony de Best Book of a Musical – Next to Normal e [title of show] – Musicas originais são aqueles que não se basearam em livros, nem filmes, nem peças. Foram escritos para ser MUSICAS e ponto! Ver 02 excelentes musicais originais no mesmo ano foi ótimo! Queremos que em 2010 apareçam tanto lá fora quanto aqui no Brasil mais musicais originais.

3 – Sucesso de Temporada e Crítica de Musicais no Brasil - Hairspray, Noviça Rebelde, Bela e a Fera, Despertar da Primavera, Bibi Canta Piaf, Som da Motown e Oui Oui foram alguns exemplos de musicais que conquistaram o público. A variedade de musicais em cartaz foi ótima!

2 – Direção de Charles Moeller para Despertar da Primavera – Dirigir um musical não é tarefa fácil, agora dirigir um musical que ganhou um Tony, montando outro espetáculo, usando as canções originais versionadas para português, dando a cara a tapa para os fervorosos fãs e críticos e deixar todos com o queixo no chão ao ver uma peça muito mais impactante do que a montagem vencedora do Tony, mais do que merece estar aqui.

1 – Elenco de Avenida Q – Em primeiro lugar não poderia estar outro TOP que não fosse o elenco de Avenida Q. TODOS, sem exceção merecem estar no top do top do top este ano. Não só por seus incríveis talentos, que combinados faziam a mágica acontecer, mas por serem pessoas tão especiais e que sempre trataram o seu público com imenso respeito e carinho.

Então, e vocês? Se fosse fazer esta lista, o que colocariam no Top 5 do 9PFT???

Ah sim e contando a primeira novidade do ano: Durante o mês de Janeiro, o Leandro estará postando diretamente do West End. Todas as novidades do que está acontecendo, elencos que estão fazendo os clássicos, novos musicais que estão em fase de produção e críticas do que já estreou estarão sendo enviadas por ele lá da Inglaterra.

Por enquanto, só nos resta desejar um Feliz 2010!!!

Charles Fouquet e Leandro Giglio

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